
Em Ponta Porã, interior do Mato Grosso do Sul, uma mulher de 29 anos denunciou que foi torturada e teve uma suástica nazista marcada na pele. O namorado dela, e o casal para quem ela trabalhava, foram presos pelo crime e estão sendo investigados.
Os empregadores da mulher eram um médico recém-formado, 38, e a esposa dele, uma confeiteira, 25. Já o namorado da vítima é um homem de 22 anos. Segundo a mulher, ela foi contratada para prestar serviços de limpeza e jardinagem na residência do casal. No dia do crime, ela foi alvo de uma emboscada arquitetada pelos patrões com o auxílio de seu namorado.
Os patrões teriam se queixado de que ela tinha sido contratada para os serviços e a pagaram antecipadamente, mas ela não teria comparecido na data. A patroa, que disse estar grávida, teria feito ela mesmo os serviços e por causa do esforço físico, teria perdido seu bebê. Até o momento, porém, a polícia não confirmou se de fato a suspeita estava grávida e sofreu um aborto.
No dia do crime, eles exigiram o dinheiro de volta. A situação escalou e a mulher acabou sendo submetida à tortura. Ela disse que teve pés e mãos amarrados, foi espancada e teve a suástica marcada na pele. Eles teriam usado uma faca quente para cortar o braço esquerdo da vítima, que vai precisar de sessões com laser para remover a marca.
Ao ser liberada, ela denunciou o crime, o que levou à prisão dos suspeitos. Na audiência de custódia, o Tribunal de Justiça de MS decidiu pela manutenção da prisão preventiva dos suspeitos, que não tiveram os nomes revelados.