Um júri federal dos Estados Unidos considerou, nesta sexta-feira (20/3), o bilionário Elon Musk responsável em um processo que o acusa de fraude contra acionistas do Twitter durante a tentativa de compra da plataforma, em 2022.
Segundo a ação, Musk teria feito declarações falsas nas redes sociais ao afirmar que o Twitter não informava corretamente a quantidade de contas falsas e de spam, conhecidas como bots. As declarações teriam influenciado o mercado e contribuído para a queda no valor das ações da empresa, em meio à negociação de compra por US$ 44 bilhões.
Os danos ainda não foram oficialmente definidos, mas o advogado dos acionistas, Francis Bottini, estima que o prejuízo possa chegar a cerca de US$ 2,5 bilhões.
“O status de Musk como o homem mais rico do mundo não é um passe livre. Se você é capaz de movimentar os mercados com seus tuítes, você é responsável pelos danos que causa aos investidores”, afirmou Bottini em comunicado.
A defesa de Musk classificou a decisão como um revés momentâneo e afirmou que pretende recorrer. “É um obstáculo no caminho. Estamos confiantes de que será revertido em apelação”, disseram os advogados em nota conjunta.
Musk optou por levar o caso à Justiça, sem acordo com os acionistas. A aquisição do Twitter foi concluída em outubro de 2022 e, posteriormente, a empresa foi rebatizada como X.