Um novo estudo, publicado na revista BioRxiv neste domingo (5), detectou vestígios genéticos de populações indianas e do Oriente Médio no Santo Sudário, também conhecido como Sudário de Turim. Eles identificaram esses vestígios por meio da linhagem genética H33, comum entre os povos Drusos e outras populações Árabes.
A análise também apontou vestígios de coral vermelho, cenoura, milho, banana, além de gado, porcos, cães e gatos. Os cientistas atribuem essa diversidade biológica aos anos de circulação da relíquia pelo mundo, o que ocasionou uma contaminação ambiental.
A principal conclusão dos estudos é que o tecido pode ter circulado por regiões asiáticas em algum momento de sua trajetória. No entanto, os resultados não confirmam quando isso ocorreu nem se essas áreas correspondem ao local de fabricação do pano.
O Sudário de Turim é um dos objetos mais investigados por cientistas e estudiosos. Sua primeira aparição documentada data do século XIV, na Europa. Desde então, análises de diferentes naturezas têm buscado esclarecer sua procedência e autenticidade. Os novos dados acrescentam informações ao debate, mas não encerram as dúvidas sobre a origem do tecido.
Guardado na catedral de São João Batista, em Turim, Itália, o sudário é um pano de linho de cerca de 4,4 metros de comprimento que mostra a imagem de um homem com marcas compatíveis com crucificação. Muitos cristãos acreditam que seja o tecido que envolveu o corpo de Jesus Cristo após sua morte.