Para votar na eleição indireta convocada pela Aleam, Roberto Cidade terá que renunciar um dia antes

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Para votar na eleição indireta convocada pela Aleam, Roberto Cidade terá que renunciar um dia antes

O governador interino Roberto Cidade (União Brasil), que assumiu o posto neste domingo (5/4) e tem mandato de 30 dias, terá de deixar este cargo se quiser e precisar votar na eleição indireta que escolherá o governador tampão do Amazonas.

O colégio eleitoral da eleição indireta é formado pelos 24 deputados da Assembleia Legislativa, mas como um deles está na chefia do Poder Executivo, Roberto Cidade, o número de votantes cai para 23. O presidente da Casa não pode convocar o suplente de Roberto para completar o cargo, pois o prazo é de menos de 30 dias.

Com as articulações intensas neste domingo, há a possibilidade de que, para garantir vitória no colégio eleitoral, Roberto Cidade, que conta com o apoio do grupo político de Wilson Lima, precise votar. Para isso, a única alternativa seria deixar temporariamente o cargo no Executivo e retomar sua vaga na Assembleia Legislativa.

Se tiver certeza que tem os votos necessários para vencer a eleição, Cidade fica no Executivo, mas se as articulações de Ednaílson Rozenha (PSD), já lançado candidato por aliados do senador Omar Aziz (PSD), evoluírem para uma possível vitória, é possível que o governador interino renuncie em favor do próximo da linha de sucessão, que é o presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam), desembargador Jomar Saunders Fernandes.