O uso de medicamentos comuns sem prescrição pode trazer riscos à saúde do fígado, responsável por metabolizar e eliminar substâncias do organismo.

De acordo com a hepatologista Liz Marjorie, o paracetamol é o remédio com maior potencial de causar danos hepáticos, especialmente em casos de superdosagem. Embora seja considerado seguro quando utilizado corretamente, o risco aumenta quando o paciente ultrapassa a dose recomendada ou combina diferentes medicamentos que contêm o mesmo princípio ativo.
“A soma de doses pode acontecer sem que a pessoa perceba, principalmente em remédios para gripe e dor”, alerta a especialista.
Já a dipirona apresenta menor risco direto ao fígado, mas também deve ser utilizada com cautela. Outros medicamentos populares, como ibuprofeno e diclofenaco, podem impactar tanto o fígado quanto os rins, sobretudo em uso prolongado ou sem acompanhamento médico.
Segundo a especialista, em situações graves, a sobrecarga do fígado pode levar a lesões severas e até à necessidade de transplante, embora casos extremos sejam raros.
O alerta reforça a importância de evitar a automedicação e respeitar as doses indicadas. Mesmo medicamentos considerados comuns devem ser usados com responsabilidade para preservar a saúde do fígado e do organismo como um todo.