Parlamentares brigam na CPMI do INSS após aprovação da quebra de sigilo de Lulinha

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Foto: Reprodução/TV Senado.

Um tumulto aconteceu nesta quinta (26/2) na sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Parlamentares de governo e oposição brigaram após aprovação da quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT).

Depois que os requerimentos foram aprovados, parlamentares da ala do governo no Congresso foram para cima da mesa da presidência do colegiado. Houve gritos, xingamentos e até agressão, com um empurra-empurra envolvendo os deputados Rogério Correia (PT) e Luiz Lima (Novo). Correia depois admitiu a agressão e pediu desculpas ao colega.

A sessão chegou a ser suspensa por mais de 15 minutos.

Lulinha foi mencionado como possível beneficiário em investigações sobre descontos irregulares nos benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. Até o momento, ele não foi alvo direto da operação da Polícia Federal que investiga o esquema.

A colunista Andreza Matais, do Metrópoles, noticiou que testemunha ouvida pela Polícia Federal teria relatado que Lulinha receberia mesada de R$ 300 mil do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o “Careca do INSS”, e um dos principais envolvidos nas fraudes e descontos indevidos em contas de aposentados. A defesa de Lulinha se pronunciou após a divulgação da coluna, afirmando que ele “não tem relação com as fraudes do INSS, não participou de fraudes ou desvios e não recebeu valores dessa fonte criminosa”.