Dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mostram que o Amazonas registrou mais partos normais do que cesarianas em 2025, um cenário que chama atenção para o debate nacional sobre o modelo de assistência ao parto e os direitos das gestantes.

Segundo levantamento, o estado contabilizou 22.112 partos normais e 20.132 cesarianas ao longo do último ano. O resultado contrasta com a realidade brasileira, onde as cirurgias ainda predominam.
Em todo o país foram registrados 960.755 partos cesarianos contra 606.949 partos normais, número bem acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera adequado que apenas 10% a 15% dos nascimentos ocorram por cesariana.
Especialistas apontam que fatores culturais, estruturais e a própria organização da assistência médica ajudam a explicar o alto número de cirurgias no país. No entanto, o debate vai além de escolher entre parto normal ou cesárea.
A cesariana, embora seja um procedimento importante em situações específicas, é uma cirurgia e envolve riscos, por isso deve ser indicada quando realmente necessária.