Perícia descarta fraturas por ação humana no caso do cão Orelha

0
Reprodução/redes sociais

Laudo pericial realizado pela Polícia de Santa Catarina, e divulgado nesta quinta (26/2), no corpo do cão Orelha afirma que “não foram constatadas fratura ou lesão que pudessem ter sido causadas por ação humana, nem mesmo no crânio”. A análise também afirma que não foi possível identificar a causa da morte do animal.

O laudo assinado pelos peritos Igor de Salles Perecin e Paulo Eduardo Miamoto Dias afirma que todos os ossos do cão foram examinados. O documento descarta agressão com prego: “sobre a possibilidade de ter sido cravado um prego na cabeça do animal, veiculada em redes sociais e veículos de comunicação, não foi constatado qualquer vestígio que sustente tal hipótese. A penetração de um prego na cabeça do animal deixaria uma fratura circular em crânio, o que não se verificou”.

Mesmo assim, os peritos não afirmam conclusivamente que não houve “ação contundente contra a cabeça” do cão. “A ausência de fraturas no esqueleto do animal não deve ser interpretada como ausência de trauma cranioencefálico ou mesmo em outras partes do corpo. A literatura especializada afirma que a maioria dos traumas cranianos não apresenta fraturas, porém ainda são capazes de levar os animais a morte”, diz o documento.

O cão Orelha foi exumado este mês por determinação do Ministério Público de SC após a comoção nacional que o caso despertou. Três adolescentes estão sendo investigados por suspeita de envolvimento na agressão e morte do cachorro, que era um animal comunitário da região da Praia Brava. Três adultos também foram indiciados pelo MP por participação em acobertamento do caso, dois empresários e um advogado, parentes dos adolescentes.