
A pesquisadora Tatiana Sampaio, responsável pela pesquisa que apresentou a polilaminina como um possível tratamento para lesões na medula espinhal, afirmou que vai fazer correções no artigo que apresenta os primeiros testes em humanos. Segundo a médica, serão feitos ajustes na apresentação dos dados e mudanças nas descrições dos resultados da pesquisa.
O estudo, que foi divulgado em fevereiro de 2024, se trata de um pré-print, uma versão preliminar de um artigo científico que é disponibilizada publicamente antes de passar pela revisão de outros pesquisadores. Tatiana disse à imprensa: “Esse pré-print eu coloquei assim no momento. Eu pensei: ‘isso aí não vai dar Ibope, vou deixar lá só para registrar que a gente fez isso em algum momento, por questões de autoria’. Mas ele não estava bem escrito”.
O estudo ganhou repercussão após a divulgação de entrevistas de Tatiana com um dos seus pacientes, Bruno Drummond, que se submeteu a teste experimental com a medicação. Ele teve lesão medular em 2018 e voltou a andar com a polilaminina. No entanto, logo especialistas começaram a questionar o estudo e a eficácia do tratamento.
Tatiana negou que as correções no estudo estejam sendo feitas em resposta às críticas. Ela espera publicar uma nova versão do artigo em revista científica.
A polilaminina é uma proteína derivada da laminina, uma molécula presente naturalmente nos tecidos do corpo e que ajuda a dar suporte às células. O tratamento supõe que, ao aplicar a substância na medula lesionada, ela seja capaz de regenerar as conexões nervosas.