A Polícia Federal do Brasil exonerou nesta segunda-feira (30/3) o agente Wladimir Matos Soares, condenado a 21 anos de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado.
A decisão ocorre após o Supremo Tribunal Federal confirmar o trânsito em julgado da condenação — ou seja, sem possibilidade de novos recursos. Soares integrava o chamado núcleo 3 da trama golpista, acusado de planejar ações violentas e a execução de autoridades.
Segundo as investigações, entre os alvos estariam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do STF Alexandre de Moraes.
Áudios periciados pela PF indicam que o ex-agente teria repassado informações sobre a segurança de Lula a pessoas ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, além de ameaçar ministros do Supremo. Em uma das gravações, ele menciona a possibilidade de uso de força letal e ataques contra autoridades.
Atualmente, Wladimir Matos Soares está preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. Durante interrogatório, ele negou as acusações.
A condenação inclui 18 anos e 6 meses de reclusão, além de 2 anos e 6 meses de detenção, e o pagamento de multa equivalente a 120 salários mínimos da época dos fatos, totalizando cerca de R$ 145 mil.