
A PGR (Procuradoria-Geral da República) denunciou Silvio Almeida, ex-ministro dos Direitos Humanos do governo Lula, ao STF (Supremo Tribunal Federal) sob acusação de importunação sexual à ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. O processo corre sob segredo de justiça no STF, e é conduzido pelo ministro André Mendonça.
Na peça, o procurador-geral Paulo Gonet afirma que há indícios que respaldam o relato de Anielle. Dentre os depoimentos que corroboram as declarações da ministra está o do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, que participou da reunião de maio de 2023 na sede do Ministério da Igualdade Racial na qual Almeida teria assediado Anielle. O diretor-geral foi ouvido no caso e, segundo a PGR, seu depoimento estava em concordância com o da ministra.
De acordo com a denúncia, Andrei diz ter sentido Anielle muito abatida depois da reunião e teria feito comentários fortes, como “não aguentar mais”.
Agora, cabe ao STF avaliar se aceita a denúncia. Em caso afirmativo, Silvio Almeida se torna réu na corte. Caso ele seja condenado, pode cumprir pena de até dez anos de prisão.
Almeida sempre se declarou inocente das acusações.