Os preços do petróleo dispararam nesta quinta-feira (2/4), impulsionados pela escalada da guerra no Oriente Médio e pelas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que indicou a continuidade dos ataques ao Irã sem um prazo definido para o fim do conflito.
O barril do Brent, referência global, subiu 7,78% e fechou a US$ 109,03. Já o petróleo WTI avançou ainda mais, com alta de 11,41%, encerrando o dia a US$ 111,54 por barril.
A reação do mercado ocorreu após um discurso televisionado de Trump, no qual o presidente afirmou que os Estados Unidos estão próximos de atingir seus objetivos militares, mas não apresentou qualquer sinal concreto de cessar-fogo ou avanço diplomático.
Analistas apontam que a ausência de uma estratégia clara para encerrar a guerra aumentou a percepção de risco entre investidores, especialmente em relação ao fornecimento global de energia.
As tensões também se refletem no transporte marítimo. Um petroleiro ligado à QatarEnergy foi atingido por um míssil iraniano em águas do Catar, elevando ainda mais o alerta sobre possíveis interrupções nas rotas de petróleo.
Especialistas indicam que, caso o conflito se intensifique, os preços podem continuar subindo, pressionados pela possibilidade de redução na oferta global. Há ainda preocupação com os impactos econômicos, especialmente na Europa, que pode começar a sentir os efeitos da crise energética já nas próximas semanas.
O cenário reforça a volatilidade dos mercados e coloca o petróleo como um dos principais termômetros da guerra no Oriente Médio.