Quebra de sigilo de empresa ligada a Toffoli segue suspensa

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O presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Edson Fachin, negou nesta sexta-feira (27/03) um pedido da CPI do Crime Organizado para manter a quebra de sigilo da empresa Maridt Participações S.A..

A solicitação da comissão buscava reverter decisão do ministro Gilmar Mendes, que havia anulado a quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da companhia. Ao rejeitar o recurso, Fachin afirmou que não cabe à Presidência do STF revisar decisões individuais de outros ministros, destacando a ausência de hierarquia entre os membros da Corte.

A empresa investigada é ligada ao ministro Dias Toffoli, que reconheceu participação societária, mas informou que a gestão do negócio é conduzida por familiares. A Maridt manteve relação comercial com um fundo administrado pela Reag, vinculada ao Banco Master, em negócios envolvendo um resort de luxo no interior do Paraná.

A CPI havia aprovado a quebra de sigilo como parte das investigações sobre possíveis irregularidades. Com a decisão, a medida permanece anulada.

O presidente da comissão, Fabiano Contarato, criticou o resultado e afirmou que a decisão pode limitar o andamento das apurações. Segundo ele, a CPI deve recorrer ao plenário do STF na tentativa de restabelecer a deliberação tomada pelos parlamentares.

(*)Com informações do G1

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(*)Com informações do G1