Um ativista norte-americano construiu um santuário da vida selvagem em pleno Mato Grosso, na região Centro-Oeste, para abrigar elefantes que vivem em zoológicos com instalações precárias ou explorados como atrações em circos que rodam o Brasil.
Fundado em 2016, no município de Chapada dos Guimarães, e batizado de Santuário dos Elefantes Brasil (SEB), o lugar abriga cinco fêmeas do paquiderme e tem o ativista Scott Blais na liderança. O ativista quer integrar o SEB a uma rede global formada pela ElephantVoices e o Global Sanctuary for Elephants.
Conforme os números da SEB, vivem no Brasil hoje 35 elefantes, sendo 18 em zoológicos e 17 em circos. Na América Latina eles são 35, todos em condições precárias de vida.
A maior preocupação no Brasil é porque desde 2010, quando cinco leões de circo mataram uma criança de dez anos, diversos Estados passaram a proibir a exibição de animais selvagens, o que implicou na perda de atratividade deles em circos. A consequência, sem dinheiro para mandá-los de volta a seus habitats de origem, os donos de circos os soltaram aleatoriamente em diversa partes do País.