Segunda noite de desfiles no RJ reúne Mocidade de Padre Miguel, Beija Flor, Viradouro e Tijuca

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Segunda noite de desfiles no RJ reúne Mocidade de Padre Miguel, Beija Flor, Viradouro e Tijuca
Grande Rio consagrou-se vencedora do carnaval carioca deste ano com temática contra a intolerância religiosa. Foto: Gabriel Monteiro/Riotur

A Marquês de Sapucaí recebe nesta segunda-feira (16/02), a segunda noite de desfiles do Grupo Especial do Carnaval, no Rio de Janeiro. A partir das 20h45 (horário de Manaus), quatro escolas entram na avenida em busca do título: Mocidade Independente de Padre Miguel abre a programação, seguida por Beija-Flor de Nilópolis, Unidos do Viradouro e Unidos da Tijuca, que encerra a noite.

A primeira a cruzar a Passarela do Samba será a Mocidade Independente de Padre Miguel, que leva para a avenida o enredo “Rita Lee, a padroeira da liberdade”. A escola da Zona Oeste presta homenagem à cantora, celebrando sua trajetória artística e sua imagem como símbolo de irreverência, independência e liberdade criativa. A proposta é transformar em alegorias e fantasias os diferentes momentos da carreira da artista, costurando referências ao rock brasileiro e à cultura pop.

Na sequência, a Beija-Flor de Nilópolis apresenta o enredo “Bembé do Mercado”, exaltando a tradicional manifestação religiosa realizada em Santo Amaro da Purificação, na Bahia. A agremiação aposta na força da ancestralidade afro-brasileira e na celebração da fé como elementos centrais do desfile, com a promessa de um espetáculo marcado por simbologia, espiritualidade e impacto visual.

Terceira escola da noite, a Unidos do Viradouro leva para a Sapucaí um enredo em homenagem ao mestre Ciça, figura histórica do samba e referência no comando de baterias ao longo de décadas. A narrativa destaca a importância do ritmo e da cadência como alma do desfile, transformando a trajetória do homenageado em fio condutor da apresentação.

Encerrando a programação, a Unidos da Tijuca apresenta um enredo dedicado à escritora Carolina Maria de Jesus. A proposta é retratar, por meio da estética carnavalesca, a força literária e social da autora, cuja obra deu visibilidade às vivências das periferias brasileiras. A escola promete unir crítica social, emoção e espetáculo para fechar a noite com intensidade.