Senadores gastam R$ 2,5 milhões com passagens em classe executiva para viagens internacionais

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Um levantamento do Metrópoles com base em dados do Senado aponta que a Casa desembolsou cerca de R$ 2,5 milhões em 2025 para custear passagens aéreas em classe executiva para senadores em missões oficiais no exterior.

(Foto: Jonas Pereira/Agência Senado)

Entre os parlamentares com maiores gastos estão Irajá (PSD-TO), Ciro Nogueira (PP-PI) e Eudócia Caldas (sem partido-AL). Juntos, eles somaram R$ 196,9 mil em bilhetes nessa categoria.

Um dos casos é o de Irajá, que teve uma viagem a Moscou custeada em cerca de R$ 68 mil para compromissos institucionais. Já Ciro Nogueira gastou R$ 67,4 mil em passagens para participar de um fórum em Nova York. A senadora Eudócia, por sua vez, utilizou R$ 61,5 mil em bilhetes para visitas técnicas em cidades como Pequim, Xiamen e Xangai.

Outros senadores também registraram despesas acima de R$ 50 mil, incluindo Mara Gabrilli, Jorge Seif, Fabiano Contarato e Hamilton Mourão, em viagens para eventos e missões oficiais em países como Estados Unidos, Japão, China e Austrália.

De acordo com as regras do Senado, os custos com transporte aéreo em missões oficiais, tanto no Brasil quanto no exterior, são pagos pela própria Casa. A escolha e emissão das passagens ficam sob responsabilidade dos parlamentares, que também podem solicitar reembolso caso arquem inicialmente com os custos.

As normas não especificam a obrigatoriedade de classe econômica, mas determinam que os bilhetes escolhidos devem ser os “mais vantajosos” para o Senado, respeitando critérios como conveniência parlamentar, limites orçamentários e planejamento de contratações.