O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu a realização de eleições indiretas para o governo do Rio de Janeiro. A decisão mantém o presidente do Tribunal de Justiça do estado no exercício do cargo de chefe do Executivo até nova deliberação da Corte.
Com a medida, o julgamento que ocorria no plenário virtual do STF será interrompido e transferido para análise presencial. Segundo Zanin, a complexidade do caso exige debate conjunto das ações, decisão que ainda depende da definição do presidente do tribunal, Edson Fachin.
Nesta sexta-feira (27), o Partido Social Democrático (PSD) apresentou uma nova ação pedindo a suspensão do entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que permite a realização de eleições indiretas no estado. A sigla defende a convocação imediata de eleições diretas.
Zanin é relator do caso e já havia se manifestado, em outro processo, a favor da realização de eleições diretas. Ele integra um grupo de ministros que diverge do entendimento atual que autoriza o modelo indireto.
A disputa jurídica ocorre após a renúncia do então governador Cláudio Castro, em meio a julgamento no TSE sobre sua inelegibilidade.
Antes da suspensão, o STF havia formado maioria no plenário virtual para validar que uma eventual eleição indireta fosse realizada por voto secreto na Assembleia Legislativa. Votaram nesse sentido os ministros Luiz Fux, Cármen Lúcia, Nunes Marques, André Mendonça, Dias Toffoli e Edson Fachin.
Por outro lado, divergiram e defenderam eleições diretas os ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Flávio Dino e o próprio Cristiano Zanin.
Com a decisão, o julgamento será reiniciado e as ações passarão a ser analisadas de forma conjunta no plenário físico da Corte.

(*)Com informações da CNN Brasil