
A Universidade Federal do Amazonas (UFAM) anunciou a criação de uma comissão para discutir cotas para pessoas transgênero nos cursos de graduação e pós-graduação da instituição, após recomendação do Ministério Público Federal (MPF).
O órgão vinha acompanhando editais da instituição que ofereciam vagas suplementares para candidatos trans. Segundo o MPF, faltava uma norma interna que definisse percentuais e procedimentos. Por causa disso, foi aberto um processo administrativo conduzido pelo procurador da República Igor Jordão Alves.
Em face da cobranaça, a universidade instituiu uma comissão para tratar do tema. O caso passou a ser prioridade da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC/AM), com metas previstas até julho de 2026.
Farão parte da comissão, além de representantes das pró-reitorias de graduação, pesquisa e pós-graduação, inovação tecnológica e assistência estudantil, membros da Associação de Travestis, Transexuais e Transgêneros do Estado do Amazonas (Assotram) e do Instituto Brasileiro de Transmasculinidade (Ibrat/AM). O colegiado terá 90 dias para apresentar resultados.