
Na manhã desta quinta-feira (12/3), o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou mandado de segurança que pedia à Câmara a instalação de CPI para investigar a relação do Banco Master com o Banco de Brasília (BRB).
Parlamentares apresentaram em 2 de fevereiro requerimento à corte para a instalação da CPI, já com assinaturas suficientes. Em sua decisão, Zanin afirmou que, para conceder um mandado de segurança, é necessário apresentar prova clara da omissão apontada e que não há documentos que comprovem que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tenha se recusado ilegalmente a instalar a comissão.
Na decisão, Zanin também ressaltou que a decisão não impede a instalação da CPI na Câmara. Segundo ele, o Supremo não proibiu a criação da comissão, só rejeitou o mandado de segurança por falta de provas da omissão de Motta.
No final do seu parecer, o ministro determinou que a decisão seja comunicada à presidência da Câmara para que ele avalie internamente o que fazer sobre a instalação ou não da CPI do Master. Zanin foi definido como relator desse mandado de segurança após o ministro Dias Toffoli indicar suspeição no caso, por motivo de foro íntimo.