Home Tecnologia Cientistas desenvolvem exame que revela corpo humano em 3D e cores

Cientistas desenvolvem exame que revela corpo humano em 3D e cores

0
Cientistas desenvolvem exame que revela corpo humano em 3D e cores
(Foto: Imagem gerada por IA)

Pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) e da Universidade do Sul da Califórnia (USC) desenvolveram um novo método de imagem médica capaz de gerar imagens tridimensionais em cores, mostrando ao mesmo tempo a estrutura dos tecidos moles e o funcionamento dos vasos sanguíneos. O estudo foi publicado na revista Nature Biomedical Engineering.

A técnica, chamada RUS-PAT, une a tomografia ultrassônica rotacional à tomografia fotoacústica, superando limitações de exames tradicionais. O ultrassom convencional é rápido e acessível, mas produz imagens bidimensionais e com campo de visão restrito. Já a imagem fotoacústica utiliza pulsos de laser que, ao serem absorvidos por moléculas do tecido, geram ondas sonoras capazes de revelar vasos sanguíneos e o fluxo de sangue, porém com menor detalhamento estrutural.


Leia mais

Cientistas explicam por que células da mãe permanecem no corpo dos filhos

Lula faz exames e passará por cirurgia de catarata nesta sexta (30)


Ao integrar as duas tecnologias, a RUS-PAT permite visualizar simultaneamente forma e função dos tecidos. Para tornar o sistema viável, os pesquisadores desenvolveram um design simplificado, utilizando um pequeno conjunto de detectores em forma de arco, que giram ao redor da região examinada. Essa configuração reduz custos e complexidade, mantendo alta qualidade de imagem.

O método já foi testado em diferentes partes do corpo humano, como cabeça, mama, mãos e pés, e apresenta potencial para diversas aplicações clínicas. No diagnóstico do câncer de mama, pode auxiliar na localização de tumores e na análise de sua atividade vascular. Em pacientes com neuropatia diabética, a técnica permite avaliar a estrutura dos nervos e o suprimento sanguíneo em uma única varredura. A tecnologia também pode contribuir para pesquisas sobre o cérebro, ao possibilitar o estudo da anatomia e da dinâmica do fluxo sanguíneo.

Atualmente, o sistema gera imagens de tecidos a até 4 centímetros de profundidade, com exames realizados em menos de um minuto. A tecnologia já foi testada em voluntários e pacientes e avança para as fases iniciais de aplicação clínica.