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Grok é bloqueado em alguns países por gerar deepfakes de mulheres e crianças

A Indonésia e a Malásia bloquearam o acesso ao Grok, chatbot de inteligência artificial (IA) de Elon Musk integrado à rede social X, o antigo Twitter. Eles se tornam, assim, os primeiros países do mundo a bloquear a ferramenta, após denúncias de que ela estaria sendo usada para criar “deepfakes”, fotos falsas de mulheres e crianças em situações sexualmente explícitas, sem consentimento das vítimas.

A decisão foi anunciada pelos ministérios de comunicação de ambas as nações do sudeste asiático neste fim de semana. Autoridades locais classificaram o uso da IA para produzir pornografia falsa como uma violação grave dos direitos humanos e da segurança digital.

O bloqueio permanecerá em vigor até que a AI, empresa responsável pela ferramenta, implemente mecanismos eficazes para impedir a geração desse tipo de conteúdo.

A decisão pode criar um efeito dominó contra a IA. O Reino Unido já iniciou uma investigação formal contra o X, e, se comprovado que a plataforma violou leis de segurança on-line, a empresa enfrentará multas de até 18 milhões de euros ou 10% de sua receita global. A União Europeia também pressiona a plataforma com base em suas leis de serviços digitais, exigindo transparência e proteção aos usuários.


Leia mais:

Grok admite falhas de segurança após gerar imagens sexualizadas de menores no X

Fotos de redes sociais eram usadas para clonar rostos com IA e aplicar golpes em Manaus


Entenda a polêmica

Os bloqueios ocorrem após usuários serem denunciados por usarem o Grok para editar fotos de pessoas reais, inclusive menores de idade, para simular que elas estão usando biquínis ou roupas íntimas.

Após polêmica com fotos de mulheres e crianças, IA Grok limita edição de imagens para assinantes
Imagem de mulher manipulada por usuários do Grok (Foto: Divulgação).

No Brasil, alguns casos ficaram famosos nos últimos dias, como o da artista e jornalista Julia Yukari que denunciou à polícia que teve fotos alteradas pela IA.

Pesquisadores da organização AI Forensics analisaram 20 mil imagens geradas pela ferramenta e descobriram uma alta prevalência de comandos solicitando a remoção de roupas.

Na semana passada, o Grok passou a informar que a edição de imagens passou a ser restrita a assinantes do serviço. A medida foi vista como tentativa de limitar a prática de criar deepfakes sensuais.

*Com informações de Canal Tech

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A Indonésia e a Malásia bloquearam o acesso ao Grok, chatbot de inteligência artificial (IA) de Elon Musk integrado à rede social X, o antigo Twitter. Eles se tornam, assim, os primeiros países do mundo a bloquear a ferramenta, após denúncias de que ela estaria sendo usada para criar “deepfakes”, fotos falsas de mulheres e crianças em situações sexualmente explícitas, sem consentimento das vítimas.

A decisão foi anunciada pelos ministérios de comunicação de ambas as nações do sudeste asiático neste fim de semana. Autoridades locais classificaram o uso da IA para produzir pornografia falsa como uma violação grave dos direitos humanos e da segurança digital.

O bloqueio permanecerá em vigor até que a AI, empresa responsável pela ferramenta, implemente mecanismos eficazes para impedir a geração desse tipo de conteúdo.

A decisão pode criar um efeito dominó contra a IA. O Reino Unido já iniciou uma investigação formal contra o X, e, se comprovado que a plataforma violou leis de segurança on-line, a empresa enfrentará multas de até 18 milhões de euros ou 10% de sua receita global. A União Europeia também pressiona a plataforma com base em suas leis de serviços digitais, exigindo transparência e proteção aos usuários.


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Após polêmica com fotos de mulheres e crianças, IA Grok limita edição de imagens para assinantes
Imagem de mulher manipulada por usuários do Grok (Foto: Divulgação).

No Brasil, alguns casos ficaram famosos nos últimos dias, como o da artista e jornalista Julia Yukari que denunciou à polícia que teve fotos alteradas pela IA.

Pesquisadores da organização AI Forensics analisaram 20 mil imagens geradas pela ferramenta e descobriram uma alta prevalência de comandos solicitando a remoção de roupas.

Na semana passada, o Grok passou a informar que a edição de imagens passou a ser restrita a assinantes do serviço. A medida foi vista como tentativa de limitar a prática de criar deepfakes sensuais.

*Com informações de Canal Tech

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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