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300 mil das crianças do Amazonas estão sem proteção contra a paralisia infantil

Foi prorrogada até o dia 30 de setembro a campanha de vacinação contra a poliomielite, que causa a paralisia infantil. No Amazonas, menos de 70% das crianças estão protegidas contra a doença, erradicada no país, por causa da vacinação em massa, em 1994. O percentual de cobertura ideal para proteção das crianças é de 95%, segundo a Fundação de Vigilância em Saúde – Rosemary Costa Pinto (FVS-AM).

Atualmente, o Estado apresenta cobertura vacinal de 68% do público alvo, ficando em situação de risco para a reintrodução de novos casos. São cerca de 318 mil crianças que deixaram de ser vacinadas pelos pais ou responsáveis.

Segundo a coordenadora do Programa Nacional de Imunização no Estado (PNI), Izabel Nascimento, o papel do poder público tem sido cumprido, ou seja, as vacinas estão sendo disponibilizadas. Entretanto, é preciso que os pais levem as crianças às unidades de saúde porque a imunização, além de proteger contra as doenças já existentes, é uma forma de evitar o retorno de outras já consideradas erradicadas.

“Eu imploro aos pais e responsáveis, que levem os seus filhos para tomar está vacina, é claro que as mães de hoje, nunca viram um caso de paralisia infantil, do quanto é triste. Em 2018, nós achávamos que o sarampo já estava erradicado, e naquela época, nós tínhamos baixa cobertura, como ainda temos, então a doença acabou voltando”, explicou a coordenadora.

Como a poliomielite é uma doença incapacitante e que pode matar, os agentes de saúde alertam para a importância de alcançar a meta da taxa de imunização, para que se garanta a segurança das crianças agora e no futuro.

De acordo com a especialista em pediatria e infectologia, Solange Dourado, médica do Centro de Referência em Imunobiológicos Especiais (CRIE), existem duas vacinas contra a poliomielite: a VPO (vacina pólio oral) ou Sabin, também conhecida por ser a vacina da gotinha; e a VIP (vacina inativada pólio) ou Salk, administrada por via intramuscular.

“Todas as vacinas têm o mesmo objetivo, que é ensinar o nosso organismo a produzir anticorpos de forma que quando entrarmos em contato com o vírus, de um ambiente ou de outras pessoas, nós vamos conseguir produzir defesa e não adoecer. Então, se você completa o esquema vacinal, fica totalmente protegido“, enfatizou a especialista.

Esquema vacinal

O esquema vacinal consiste na administração de três doses de vacina inativada poliomielite (VIP), aos 2, 4 e 6 meses de idade, com intervalo de 60 dias entre as doses. O intervalo mínimo entre as doses é de 30 dias. Devem ainda ser administradas duas doses de reforço, a primeira aos 15 meses e a segunda aos 4 anos de idade.

A doença
A poliomielite, também chamada de pólio ou paralisia infantil, é uma doença contagiosa aguda causada por um vírus que vive no intestino, chamado poliovírus.

O vírus pode infectar crianças e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secreções eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou não paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores são os mais atingidos.

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Foi prorrogada até o dia 30 de setembro a campanha de vacinação contra a poliomielite, que causa a paralisia infantil. No Amazonas, menos de 70% das crianças estão protegidas contra a doença, erradicada no país, por causa da vacinação em massa, em 1994. O percentual de cobertura ideal para proteção das crianças é de 95%, segundo a Fundação de Vigilância em Saúde – Rosemary Costa Pinto (FVS-AM).

Atualmente, o Estado apresenta cobertura vacinal de 68% do público alvo, ficando em situação de risco para a reintrodução de novos casos. São cerca de 318 mil crianças que deixaram de ser vacinadas pelos pais ou responsáveis.

Segundo a coordenadora do Programa Nacional de Imunização no Estado (PNI), Izabel Nascimento, o papel do poder público tem sido cumprido, ou seja, as vacinas estão sendo disponibilizadas. Entretanto, é preciso que os pais levem as crianças às unidades de saúde porque a imunização, além de proteger contra as doenças já existentes, é uma forma de evitar o retorno de outras já consideradas erradicadas.

“Eu imploro aos pais e responsáveis, que levem os seus filhos para tomar está vacina, é claro que as mães de hoje, nunca viram um caso de paralisia infantil, do quanto é triste. Em 2018, nós achávamos que o sarampo já estava erradicado, e naquela época, nós tínhamos baixa cobertura, como ainda temos, então a doença acabou voltando”, explicou a coordenadora.

Como a poliomielite é uma doença incapacitante e que pode matar, os agentes de saúde alertam para a importância de alcançar a meta da taxa de imunização, para que se garanta a segurança das crianças agora e no futuro.

De acordo com a especialista em pediatria e infectologia, Solange Dourado, médica do Centro de Referência em Imunobiológicos Especiais (CRIE), existem duas vacinas contra a poliomielite: a VPO (vacina pólio oral) ou Sabin, também conhecida por ser a vacina da gotinha; e a VIP (vacina inativada pólio) ou Salk, administrada por via intramuscular.

“Todas as vacinas têm o mesmo objetivo, que é ensinar o nosso organismo a produzir anticorpos de forma que quando entrarmos em contato com o vírus, de um ambiente ou de outras pessoas, nós vamos conseguir produzir defesa e não adoecer. Então, se você completa o esquema vacinal, fica totalmente protegido“, enfatizou a especialista.

Esquema vacinal

O esquema vacinal consiste na administração de três doses de vacina inativada poliomielite (VIP), aos 2, 4 e 6 meses de idade, com intervalo de 60 dias entre as doses. O intervalo mínimo entre as doses é de 30 dias. Devem ainda ser administradas duas doses de reforço, a primeira aos 15 meses e a segunda aos 4 anos de idade.

A doença
A poliomielite, também chamada de pólio ou paralisia infantil, é uma doença contagiosa aguda causada por um vírus que vive no intestino, chamado poliovírus.

O vírus pode infectar crianças e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secreções eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou não paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores são os mais atingidos.

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