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VÍDEO: Advogado assume defesa de médica após criticar ‘dose cavalar’ de adrenalina em Benício

O advogado Sérgio Figueiredo assumiu na sexta-feira (26/12) a defesa da médica Juliana Brasil, investigada pela morte de Benício Xavier, de 6 anos, um mês após publicar um vídeo em que classifica como ‘dose cavalar’ a adrenalina aplicada na criança.

No dia 29 de novembro, ele publicou um vídeo nas redes sociais em que criticou a atuação de Juliana Brasil e classificou como “dose cavalar” a quantidade de adrenalina aplicada em Benício, que, segundo ele, poderia ter contribuído para a morte do menino.

“9 ml de adrenalina em uma criança de 5 anos. 9 ml. Isso não se aplica nem em um adulto com 120 kg em parada cardiorrespiratória, imagina uma criança. E aí vem a parte que me revolta, não é só a médica, mas o sistema inteiro (…)”, criticou o advogado na época.

Na sequência, Sérgio Figueiredo também questionou os procedimentos adotados pelo Hospital Santa Júlia e disse que todo “hospital sério” possui um sistema de dupla checagem e “alguém para perguntar: ‘doutora, tá certo essa quantidade de adrenalina em uma criança de 5 anos?’”.

No vídeo, o advogado ainda exibiu o print de uma conversa de Juliana Brasil com outro médico, na qual ela reconhece ter errado na prescrição de adrenalina. Ele acrescentou que uma simples pesquisa no Google seria suficiente para indicar que a dose ideal para Benício seria de 0,7 ml.

“Às vezes você não morre pela doença, mas pela imperícia e pela negligência”, disse o advogado.

Veja o vídeo:


Leia mais

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Muda versão

Ao assumir a defesa de Juliana, o advogado Sérgio Figueiredo mudou a versão e afirmou em entrevista, nesta segunda-feira (29/12), que não houve erro na prescrição do medicamento feita por Juliana e atribuiu a falha à aplicação intravenosa feita pela técnica de enfermagem Raiza Bentes, além de apontar responsabilidade de médicos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) durante o processo de intubação.

“A responsável ou os responsáveis pela condução equivocada estava dentro do CTI. Há uma condução equívoca de que a primeira aplicação da medicação naquela criança ocorreu por uma falha da técnica de enfermagem Raiza Bentes, que decidiu [aplicar]. Ela [Juliana] não errou, de forma alguma”, declarou Figueiredo.

Caso Benício

Benício Xavier, de 6 anos, morreu no dia 23 de novembro deste ano após receber uma superdosagem de adrenalina aplicada na veia durante atendimento no Hospital Santa Júlia, no Centro de Manaus.

A medicação foi prescrita pela médica Juliana Brasil e administrada pela técnica de enfermagem Raiza Bentes. As duas profissionais respondem ao inquérito em liberdade, sob medidas cautelares, após terem os pedidos de prisão negados duas vezes pela Justiça do Amazonas.

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O advogado Sérgio Figueiredo assumiu na sexta-feira (26/12) a defesa da médica Juliana Brasil, investigada pela morte de Benício Xavier, de 6 anos, um mês após publicar um vídeo em que classifica como ‘dose cavalar’ a adrenalina aplicada na criança.

No dia 29 de novembro, ele publicou um vídeo nas redes sociais em que criticou a atuação de Juliana Brasil e classificou como “dose cavalar” a quantidade de adrenalina aplicada em Benício, que, segundo ele, poderia ter contribuído para a morte do menino.

“9 ml de adrenalina em uma criança de 5 anos. 9 ml. Isso não se aplica nem em um adulto com 120 kg em parada cardiorrespiratória, imagina uma criança. E aí vem a parte que me revolta, não é só a médica, mas o sistema inteiro (…)”, criticou o advogado na época.

Na sequência, Sérgio Figueiredo também questionou os procedimentos adotados pelo Hospital Santa Júlia e disse que todo “hospital sério” possui um sistema de dupla checagem e “alguém para perguntar: ‘doutora, tá certo essa quantidade de adrenalina em uma criança de 5 anos?’”.

No vídeo, o advogado ainda exibiu o print de uma conversa de Juliana Brasil com outro médico, na qual ela reconhece ter errado na prescrição de adrenalina. Ele acrescentou que uma simples pesquisa no Google seria suficiente para indicar que a dose ideal para Benício seria de 0,7 ml.

“Às vezes você não morre pela doença, mas pela imperícia e pela negligência”, disse o advogado.

Veja o vídeo:


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“A responsável ou os responsáveis pela condução equivocada estava dentro do CTI. Há uma condução equívoca de que a primeira aplicação da medicação naquela criança ocorreu por uma falha da técnica de enfermagem Raiza Bentes, que decidiu [aplicar]. Ela [Juliana] não errou, de forma alguma”, declarou Figueiredo.

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Benício Xavier, de 6 anos, morreu no dia 23 de novembro deste ano após receber uma superdosagem de adrenalina aplicada na veia durante atendimento no Hospital Santa Júlia, no Centro de Manaus.

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