O Amazonas registrou redução de 20% nos casos de malária no primeiro semestre de 2026, segundo dados da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP). Foram contabilizados 22.063 casos até junho deste ano, ante 27.890 registrados no mesmo período de 2025.
A redução foi ainda mais expressiva nos casos causados pelo Plasmodium falciparum, espécie responsável pelas formas mais graves da doença. Foram 1.546 registros em 2026, frente a 4.150 no ano anterior, uma queda de 62%. O resultado está alinhado à meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde de eliminar essa forma da doença até 2030.
Municípios com mais notificações
Entre os municípios com maior número de casos estão:
Manaus, com 3.284 notificações;
São Gabriel da Cachoeira, com 2.139;
Barcelos, com 1.566;
Santo Antônio do Içá, com 1.438;
Amaturá, com 1.303;
Eirunepé, com 1.030;
Atalaia do Norte, com 1.010; e Lábrea, com 982.
Segundo a FVS-RCP, houve aumento em algumas cidades, mas a tendência geral no estado é de redução.
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Ações de vigilância e prevenção
De acordo com a FVS-RCP, o resultado é fruto de ações contínuas de vigilância, capacitação de profissionais de saúde, distribuição de testes e medicamentos, além de campanhas educativas e mobilização comunitária.
O uso de mosquiteiros, repelentes e roupas de mangas compridas em áreas de risco, associado à busca imediata por atendimento ao surgirem sintomas como febre, calafrios, dor de cabeça e dores no corpo, é fundamental para evitar complicações e interromper a transmissão.
A queda nos casos coincide com um avanço da ciência brasileira. Pesquisadores da Fiocruz publicaram recentemente, na revista Nature, um estudo que identificou novos alvos do parasita Plasmodium, o que abre caminho para o desenvolvimento de uma vacina capaz de proteger contra diferentes espécies e fases da malária.
Segundo os pesquisadores, embora o imunizante ainda dependa de novas etapas de pesquisa e testes clínicos, a descoberta é considerada um dos avanços mais promissores das últimas décadas no combate à doença, que continua concentrando mais de 99% dos casos brasileiros na Amazônia.
