Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Enquanto Amazonas espera pela BR-319, Governo Federal constrói última ponte da Transamazônica no Pará

Enquanto os amazonenses aguardam o licenciamento ambiental do trecho central da rodovia BR-319 (Manaus-Porto Velho/RO), o ministro dos Transportes, Renan Filho, e o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), celebraram, na quinta-feira (22/01), o avanço das obras de construção da ponte sobre o rio Xingu. A estrutura irá substituir as últimas balsas utilizadas para o tráfego de veículos na BR-230, conhecida como Transamazônica.

O trecho a ser interligado pela ponte é o último asfaltado antes da Transamazônica entrar no estado do Amazonas. Por enquanto, a pavimentação do segmento até o município de Lábrea, no Alto rio Madeira, ainda não está em discussão ou nos planos dos governos estadual e federal.

Segundo Renan Filho, a ponte irá conectar a rodovia entre os municípios de Anapú e Vitória do Xingu. Trata-se da maior ponte estaiada em construção no Brasil, considerada um dos maiores desafios para a engenharia nacional. O ministro destacou que a obra vai acabar com o congestionamento de carretas, veículos que chegam a pagar até R$ 300 para realizar a travessia entre os dois municípios.

De acordo com Helder Barbalho, a obra do Governo Federal vai facilitar o ir e vir dos paraenses e que ainda em 2026 a construção estará concluída. “São mais de 700 metros de ponte, só de vão são 400 metros, uma obra extraordinária que vai trazer desenvolvimento.


Saiba mais:

Ex-senador do Amazonas nega ter apoiado projeto da família Vorcaro em Apuí, no Amazonas

Licenciamento Ambiental Especial entra em vigor e pode destravar obra de recuperação da BR-319


Trechos originais ainda no barro

A Transamazônica foi concebida no início da década de 1970, durante a ditadura militar (1964-1985), como um projeto de integração nacional. A rodovia teve as obras iniciadas em 1971, com o objetivo de ligar o Nordeste ao Norte do País, cruzando a Amazônia de leste a oeste.

O traçado original previa uma extensão de 4 mil quilômetros, partindo de Cabedelo, na Paraíba, até à região de Lábrea, no Amazonas, com conexão posterior à fronteira com o Peru. A estrada corta os estados da Paraíba, Ceará, Piauí, Maranhão, Tocantins, Pará e Amazonas.

Transamazônica foi pensada dentro do projeto de integração nacional desenvolvido na ditadura militar (Foto: Reprodução)

Pensada como eixo de ocupação territorial e desenvolvimento agrícola, a Transamazônica serviu para implantação de assentamentos e projetos de colonização, recebendo famílias principalmente do Nordeste e do Sul do Brasil.

Grande parte da rodovia nunca foi totalmente pavimentada. Em longos trechos, especialmente no Pará e no Amazonas, a estrada permanece em leito natural ou com pavimentação precária, o que dificulta o tráfego durante o período chuvoso e isola comunidades.

Placa em Jacareacanga marca inauguração da Transamazônica
Placa em Jacareacanga marca inauguração da Transamazônica (Foto: Reprodução)

O projeto enfrentou problemas estruturais desde o início, como falta de manutenção, dificuldades técnicas ligadas ao solo amazônico e ausência de infraestrutura prometida aos colonos, como assistência técnica, crédito agrícola e serviços públicos.

Atualmente, a rodovia segue sendo utilizada como via de circulação regional, sobretudo para transporte local, escoamento de produção e acesso a municípios do interior. Ao mesmo tempo, permanece como símbolo de um modelo de desenvolvimento baseado na abertura de grandes eixos rodoviários na Amazônia.

Municípios amazonenses cortados pela Transamazônica:

  • Apuí: Ponto de entrada da Transamazônica no Amazonas, na divisa com o Pará;
  • Manicoré: Com acesso rodoviário ligado ao eixo da BR-230, funcionando como área de influência direta da estrada;
  • Humaitá: Um dos principais centros urbanos atendidos pela rodovia no Estado, às margens do rio Madeira.
  • Lábrea: Ponto final do traçado operacional da Transamazônica no Amazonas.
  • Benjamin Constant: Nos planos iniciais, a rodovia seria levada até Benjamin Constant, na região do Alto Solimões, de onde seguiria até uma interligação com estradas peruanas e completaria a ligação entre os oceanos Atlântico e Pacífico.
- Publicidade -[adrotate group="7"]

Enquanto os amazonenses aguardam o licenciamento ambiental do trecho central da rodovia BR-319 (Manaus-Porto Velho/RO), o ministro dos Transportes, Renan Filho, e o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), celebraram, na quinta-feira (22/01), o avanço das obras de construção da ponte sobre o rio Xingu. A estrutura irá substituir as últimas balsas utilizadas para o tráfego de veículos na BR-230, conhecida como Transamazônica.

O trecho a ser interligado pela ponte é o último asfaltado antes da Transamazônica entrar no estado do Amazonas. Por enquanto, a pavimentação do segmento até o município de Lábrea, no Alto rio Madeira, ainda não está em discussão ou nos planos dos governos estadual e federal.

Segundo Renan Filho, a ponte irá conectar a rodovia entre os municípios de Anapú e Vitória do Xingu. Trata-se da maior ponte estaiada em construção no Brasil, considerada um dos maiores desafios para a engenharia nacional. O ministro destacou que a obra vai acabar com o congestionamento de carretas, veículos que chegam a pagar até R$ 300 para realizar a travessia entre os dois municípios.

De acordo com Helder Barbalho, a obra do Governo Federal vai facilitar o ir e vir dos paraenses e que ainda em 2026 a construção estará concluída. “São mais de 700 metros de ponte, só de vão são 400 metros, uma obra extraordinária que vai trazer desenvolvimento.


Saiba mais:

Ex-senador do Amazonas nega ter apoiado projeto da família Vorcaro em Apuí, no Amazonas

Licenciamento Ambiental Especial entra em vigor e pode destravar obra de recuperação da BR-319


Trechos originais ainda no barro

A Transamazônica foi concebida no início da década de 1970, durante a ditadura militar (1964-1985), como um projeto de integração nacional. A rodovia teve as obras iniciadas em 1971, com o objetivo de ligar o Nordeste ao Norte do País, cruzando a Amazônia de leste a oeste.

O traçado original previa uma extensão de 4 mil quilômetros, partindo de Cabedelo, na Paraíba, até à região de Lábrea, no Amazonas, com conexão posterior à fronteira com o Peru. A estrada corta os estados da Paraíba, Ceará, Piauí, Maranhão, Tocantins, Pará e Amazonas.

Transamazônica foi pensada dentro do projeto de integração nacional desenvolvido na ditadura militar (Foto: Reprodução)

Pensada como eixo de ocupação territorial e desenvolvimento agrícola, a Transamazônica serviu para implantação de assentamentos e projetos de colonização, recebendo famílias principalmente do Nordeste e do Sul do Brasil.

Grande parte da rodovia nunca foi totalmente pavimentada. Em longos trechos, especialmente no Pará e no Amazonas, a estrada permanece em leito natural ou com pavimentação precária, o que dificulta o tráfego durante o período chuvoso e isola comunidades.

Placa em Jacareacanga marca inauguração da Transamazônica
Placa em Jacareacanga marca inauguração da Transamazônica (Foto: Reprodução)

O projeto enfrentou problemas estruturais desde o início, como falta de manutenção, dificuldades técnicas ligadas ao solo amazônico e ausência de infraestrutura prometida aos colonos, como assistência técnica, crédito agrícola e serviços públicos.

Atualmente, a rodovia segue sendo utilizada como via de circulação regional, sobretudo para transporte local, escoamento de produção e acesso a municípios do interior. Ao mesmo tempo, permanece como símbolo de um modelo de desenvolvimento baseado na abertura de grandes eixos rodoviários na Amazônia.

Municípios amazonenses cortados pela Transamazônica:

  • Apuí: Ponto de entrada da Transamazônica no Amazonas, na divisa com o Pará;
  • Manicoré: Com acesso rodoviário ligado ao eixo da BR-230, funcionando como área de influência direta da estrada;
  • Humaitá: Um dos principais centros urbanos atendidos pela rodovia no Estado, às margens do rio Madeira.
  • Lábrea: Ponto final do traçado operacional da Transamazônica no Amazonas.
  • Benjamin Constant: Nos planos iniciais, a rodovia seria levada até Benjamin Constant, na região do Alto Solimões, de onde seguiria até uma interligação com estradas peruanas e completaria a ligação entre os oceanos Atlântico e Pacífico.
- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Parentes de vice-líder do governo Lula são alvos da PF

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (4) uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um suposto esquema de fraudes envolvendo descontos indevidos...

Saiba como identificar assédio eleitoral no trabalho durante as eleições

Com a aproximação das eleições, a Justiça do Trabalho intensificou o alerta sobre uma prática considerada ilegal: o assédio eleitoral. A conduta ocorre quando...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

139 milhões de brasileiros compraram on-line nos últimos 12 meses

O e-commerce brasileiro alcançou o maior patamar de penetração da série histórica. Levantamento da CNDL e do SPC Brasil, em parceria com a Offerwise,...

Saiba quem é David Almeida, candidato ao Governo do Amazonas pelo Avante

Após deixar o PSB, David Almeida filiou-se ao Avante em 2019, partido pelo qual construiu sua candidatura à Prefeitura de Manaus. Em 2020, venceu...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

“Enquanto houver missão, vou continuar lutando pelo Amazonas”, afirma Plínio Valério

O senador Plínio Valério (PSDB-AM) afirmou que permanece na vida pública por acreditar que ainda tem uma missão a cumprir em defesa do Amazonas....

Amazonas inicia mutirão com mais de 10 mil consultas em neuropediatria

Crianças que aguardam pela primeira consulta em neuropediatria na rede estadual de saúde do Amazonas serão contempladas com um mutirão promovido pela Secretaria de...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Parentes de vice-líder do governo Lula são alvos da PF

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (4) uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um suposto esquema de fraudes envolvendo descontos indevidos...

Saiba como identificar assédio eleitoral no trabalho durante as eleições

Com a aproximação das eleições, a Justiça do Trabalho intensificou o alerta sobre uma prática considerada ilegal: o assédio eleitoral. A conduta ocorre quando...

139 milhões de brasileiros compraram on-line nos últimos 12 meses

O e-commerce brasileiro alcançou o maior patamar de penetração da série histórica. Levantamento da CNDL e do SPC Brasil, em parceria com a Offerwise,...

Saiba quem é David Almeida, candidato ao Governo do Amazonas pelo Avante

Após deixar o PSB, David Almeida filiou-se ao Avante em 2019, partido pelo qual construiu sua candidatura à Prefeitura de Manaus. Em 2020, venceu...

“Enquanto houver missão, vou continuar lutando pelo Amazonas”, afirma Plínio Valério

O senador Plínio Valério (PSDB-AM) afirmou que permanece na vida pública por acreditar que ainda tem uma missão a cumprir em defesa do Amazonas....

Amazonas inicia mutirão com mais de 10 mil consultas em neuropediatria

Crianças que aguardam pela primeira consulta em neuropediatria na rede estadual de saúde do Amazonas serão contempladas com um mutirão promovido pela Secretaria de...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]