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Amazonas pode enfrentar calor e queimadas até 2027, alerta engenheiro ambiental

O cenário de calor intenso, vegetação seca e risco elevado de incêndios no Amazonas pode se prolongar até o início de 2027. Em entrevista ao Onda News, transmitido pela Rede Onda Digital e simultaneamente pela rádio Antena 1 Manaus, nesta sexta-feira (14/8), o engenheiro ambiental Alan Ferreira afirmou que as condições associadas ao El Niño devem permanecer preocupantes até dezembro, com possibilidade de o fenômeno continuar influenciando o clima até janeiro do próximo ano.

Segundo o especialista, o Estado já enfrenta os efeitos de um período marcado por temperaturas elevadas e mudanças na movimentação das massas de ar. Essa combinação deixa áreas urbanas e florestais mais vulneráveis à propagação das chamas.

“Nós estamos aí no El Niño, em um dos maiores que já passamos. Ele já veio, digamos assim, armado, então a gente já sente essa diferença na cidade de calor, de movimentação de massa de ar”, explicou.

Cenário pode avançar para 2027

Questionado sobre a duração do fenômeno, Ferreira afirmou que as projeções ainda estão sendo acompanhadas, mas indicam um quadro preocupante para os próximos meses.

“Até o mês de dezembro, ele vai ser bem pesado e a gente está na expectativa, preocupante, da iminência de que ele se estenderá até o mês de janeiro de 2027”, afirmou.

A permanência desse cenário pode manter elevados os riscos de incêndios, principalmente diante do ressecamento da vegetação. Para o engenheiro, a população precisa redobrar os cuidados dentro de residências, empresas e áreas próximas à vegetação.


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Incêndios dentro de Manaus também preocupam

Além das condições climáticas, Ferreira chamou atenção para a ação humana como um dos principais fatores por trás dos incêndios registrados em áreas verdes da capital.

O engenheiro relatou ter acompanhado ocorrências em diferentes pontos de Manaus e identificado situações envolvendo queima de lixo e de resíduos deixados após a retirada de cobre de fios.

“Esse fogo dispersa e acaba queimando toda a vegetação, que está seca. É um outro combustível que favorece a espalhar cada vez mais esse tipo de incêndio”, disse.

Segundo Ferreira, parte dos incêndios registrados dentro da cidade teria origem criminosa, relacionada à ação de pessoas que ateiam fogo em materiais descartados.

 

Mudanças climáticas ampliam preocupação

O especialista também relacionou o cenário atual a um conjunto de alterações ambientais observadas em escala global, entre elas o desmatamento, a redução da arborização, a estiagem e mudanças nos ecossistemas.

Para Ferreira, esses fatores contribuem para um ambiente mais vulnerável e exigem atenção diante da possibilidade de manutenção do calor e das condições favoráveis à propagação de incêndios até o início de 2027.

 

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O cenário de calor intenso, vegetação seca e risco elevado de incêndios no Amazonas pode se prolongar até o início de 2027. Em entrevista ao Onda News, transmitido pela Rede Onda Digital e simultaneamente pela rádio Antena 1 Manaus, nesta sexta-feira (14/8), o engenheiro ambiental Alan Ferreira afirmou que as condições associadas ao El Niño devem permanecer preocupantes até dezembro, com possibilidade de o fenômeno continuar influenciando o clima até janeiro do próximo ano.

Segundo o especialista, o Estado já enfrenta os efeitos de um período marcado por temperaturas elevadas e mudanças na movimentação das massas de ar. Essa combinação deixa áreas urbanas e florestais mais vulneráveis à propagação das chamas.

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“Até o mês de dezembro, ele vai ser bem pesado e a gente está na expectativa, preocupante, da iminência de que ele se estenderá até o mês de janeiro de 2027”, afirmou.

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“Esse fogo dispersa e acaba queimando toda a vegetação, que está seca. É um outro combustível que favorece a espalhar cada vez mais esse tipo de incêndio”, disse.

Segundo Ferreira, parte dos incêndios registrados dentro da cidade teria origem criminosa, relacionada à ação de pessoas que ateiam fogo em materiais descartados.

 

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Para Ferreira, esses fatores contribuem para um ambiente mais vulnerável e exigem atenção diante da possibilidade de manutenção do calor e das condições favoráveis à propagação de incêndios até o início de 2027.

 

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