Um conjunto de ações para reduzir o uso do fogo em áreas rurais, monitorar focos de queimadas e ampliar a educação ambiental em Manaus foi apresentado nesta segunda-feira (28/9) ao Ministério Público do Amazonas (MP-AM). A proposta também prevê levar parte da estrutura utilizada na capital para apoiar municípios do interior.
Entre as principais medidas está a mecanização de áreas rurais como alternativa à queima de vegetação durante a preparação do solo. Pelo projeto, o material vegetal é retirado e triturado, sem uso do fogo. Os produtores também podem receber mudas, insumos e orientação técnica para iniciar o cultivo.
A iniciativa foi apresentada pelo prefeito Renato Junior durante reunião na sede do MP-AM, que contou com a participação da procuradora-geral de Justiça, Leda Mara Albuquerque, promotores, prefeitos, representantes municipais e integrantes da Associação Amazonense de Municípios (AAM).
Compromisso de não queimar
Segundo Renato Junior, o acesso à mecanização está condicionado ao compromisso do produtor de não utilizar queimadas.
“Nós acordamos com o produtor rural que, se ele não tocar fogo, nós vamos entrar com a mecanização. A gente faz a supressão vegetal da área, esse material não é queimado, ele é retirado e triturado”, afirmou.
Em caso de descumprimento do acordo, o produtor pode perder o acesso às máquinas e aos insumos, além de ficar sujeito a multas.
Monitoramento e fiscalização
O projeto também inclui o monitoramento de focos de calor com drones e o uso de ferramentas de acompanhamento das queimadas. A intenção é identificar áreas com ocorrências e direcionar as ações de fiscalização.
Durante a reunião, o coordenador das Promotorias de Justiça de Meio Ambiente, Carlos Freitas, apresentou uma plataforma utilizada pelo MP-AM para monitorar focos de calor. O sistema permite acompanhar a localização, a persistência e a intensidade das ocorrências e cruzar dados ambientais.
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Parceria com municípios do interior
A proposta prevê ainda parceria com municípios do interior para ampliar ações de prevenção às queimadas, fiscalização e educação ambiental. A cooperação deverá ser formalizada por meio de um termo envolvendo a Prefeitura de Manaus, o MP-AM e os municípios interessados.
A iniciativa também deve incluir atividades voltadas a crianças, adolescentes e comunidades. Segundo a procuradora-geral de Justiça, Leda Mara Albuquerque, promotores que atuam no interior poderão participar das ações preventivas.

Arborização urbana
O conjunto de medidas inclui ainda ações de arborização. Segundo a Prefeitura de Manaus, mais de 45 mil árvores foram plantadas na capital em 2026.
Novos projetos municipais devem prever o plantio e a preservação de espécies de médio e grande porte, ampliando as áreas verdes da cidade.
