O Amazonas terá o reforço de 160 bombeiros mobilizados pelo governo federal para ajudar no combate a incêndios florestais, informou nesta quinta-feira (15/10) a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). A mobilização integra as ações de preparação para os possíveis efeitos do El Niño na região Norte.
Do total anunciado, 120 são bombeiros contratados e 40 integram a Força Nacional. A medida busca ampliar a capacidade de resposta às ocorrências diante da redução das chuvas e do agravamento da seca em estados da região amazônica.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) prevê o envio de mais 29 bombeiros e nove viaturas ao Amazonas até 21 de outubro. Segundo o governo federal, o reforço integra a mobilização de 160 profissionais no estado.
Equipamentos e veículos
Antes do novo reforço, o governo federal já havia destinado equipamentos ao Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas. Até 31 de agosto, foram enviados 398 equipamentos de proteção individual (EPIs), outros 83 equipamentos, três veículos do modelo Ranger e três embarcações.
Os recursos devem contribuir para as operações em áreas de difícil acesso, onde o deslocamento por estradas nem sempre é possível e os rios são importantes vias de transporte para as equipes.
O planejamento federal também prevê a atuação de 4.410 brigadistas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O contingente integra a estratégia nacional de prevenção e combate a incêndios florestais.
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Seca e El Niño aumentam preocupação
O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial e pode alterar o regime de chuvas em diferentes regiões do Brasil. Segundo as informações divulgadas pelo governo federal, Roraima, Acre e Amazonas estão entre os estados da região Norte que enfrentaram agravamento da seca.
A diminuição das chuvas pode reduzir a umidade da vegetação, facilitar a propagação do fogo e dificultar o trabalho das equipes de combate. Na Amazônia, os incêndios florestais também podem provocar perda de vegetação, ameaçar comunidades e animais silvestres e comprometer a qualidade do ar em municípios próximos às áreas atingidas.
Em Manaus, a fumaça de queimadas no interior do estado e em regiões vizinhas pode afetar a qualidade do ar mesmo quando os focos de incêndio estão distantes da capital.
A mobilização faz parte de uma estratégia mais ampla, que depende também da prevenção, do monitoramento dos focos de calor e da atuação integrada dos órgãos ambientais e de segurança pública.
