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Anac aponta alta de 11% nas passagens aéreas e voos de Manaus chegam a R$ 1,4 mil

Viajar de avião ficou mais caro para os brasileiros em 2026 e, para quem embarca no Amazonas, o impacto é ainda maior. Dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostram que o preço médio das passagens aéreas domésticas chegou a R$ 632,53 em maio deste ano, alta de 11,2% em relação ao mesmo período de 2025, quando a tarifa média era de R$ 568,96. Os valores consideram apenas o transporte aéreo, sem incluir taxas aeroportuárias, e foram corrigidos pela inflação.

Na prática, porém, os amazonenses costumam pagar bem acima da média nacional. Levantamentos realizados por plataformas de pesquisa de passagens aéreas, como Skyscanner, KAYAK e Mundi, mostram que os voos saindo de Manaus para os principais aeroportos do país costumam apresentar valores superiores à média nacional. As pesquisas apontam tarifas de aproximadamente R$ 700 a R$ 1,4 mil para São Paulo, R$ 680 a R$ 900 para Brasília e R$ 790 a R$ 1 mil para o Rio de Janeiro, variando conforme a antecedência da compra, a época da viagem e a disponibilidade de assentos.

O setor no Amazonas enfrenta um cenário particular. A ausência de ligação rodoviária com o restante do país torna o transporte aéreo essencial para deslocamentos de longa distância. Além disso, a oferta de voos é menor do que em outras capitais, reduzindo a concorrência entre as companhias e contribuindo para tarifas mais elevadas.

Apesar da alta, quase metade das passagens comercializadas no Brasil ainda foi vendida por valores abaixo de R$ 500. De acordo com a Anac, 49,1% dos bilhetes emitidos em maio custaram menos de R$ 500, sendo que 20,7% foram vendidos por até R$ 300. Na outra ponta, 5,4% das passagens ultrapassaram R$ 1.500, valor próximo ao salário mínimo previsto para 2026, de R$ 1.621.

O principal fator apontado para o aumento das tarifas é o encarecimento do querosene de aviação (QAV), um dos maiores custos operacionais das companhias aéreas. Em maio, o litro do combustível atingiu média de R$ 6,46, representando alta de 68,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. O mercado também sofre influência da valorização do dólar, dos custos de manutenção das aeronaves, da elevada demanda por viagens e das tensões geopolíticas no Oriente Médio, que afetam a cotação internacional do petróleo.

Mesmo com as passagens mais caras, a demanda por voos continua em crescimento. Mais de 8,3 milhões de passageiros viajaram em rotas domésticas durante o mês de maio, avanço de 2,5% na comparação com o mesmo período de 2025. Latam e Gol ampliaram sua participação e, juntas, passaram a concentrar cerca de 72% do mercado aéreo nacional, segundo dados da Anac.

O cenário indica que a tendência de tarifas elevadas deve permanecer nos próximos meses, especialmente em rotas de longa distância, como as que ligam Manaus aos principais centros econômicos do país. A recomendação para os consumidores é planejar as viagens com antecedência, monitorar promoções e evitar períodos de maior procura, quando os preços costumam atingir seus níveis mais altos.

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Viajar de avião ficou mais caro para os brasileiros em 2026 e, para quem embarca no Amazonas, o impacto é ainda maior. Dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostram que o preço médio das passagens aéreas domésticas chegou a R$ 632,53 em maio deste ano, alta de 11,2% em relação ao mesmo período de 2025, quando a tarifa média era de R$ 568,96. Os valores consideram apenas o transporte aéreo, sem incluir taxas aeroportuárias, e foram corrigidos pela inflação.

Na prática, porém, os amazonenses costumam pagar bem acima da média nacional. Levantamentos realizados por plataformas de pesquisa de passagens aéreas, como Skyscanner, KAYAK e Mundi, mostram que os voos saindo de Manaus para os principais aeroportos do país costumam apresentar valores superiores à média nacional. As pesquisas apontam tarifas de aproximadamente R$ 700 a R$ 1,4 mil para São Paulo, R$ 680 a R$ 900 para Brasília e R$ 790 a R$ 1 mil para o Rio de Janeiro, variando conforme a antecedência da compra, a época da viagem e a disponibilidade de assentos.

O setor no Amazonas enfrenta um cenário particular. A ausência de ligação rodoviária com o restante do país torna o transporte aéreo essencial para deslocamentos de longa distância. Além disso, a oferta de voos é menor do que em outras capitais, reduzindo a concorrência entre as companhias e contribuindo para tarifas mais elevadas.

Apesar da alta, quase metade das passagens comercializadas no Brasil ainda foi vendida por valores abaixo de R$ 500. De acordo com a Anac, 49,1% dos bilhetes emitidos em maio custaram menos de R$ 500, sendo que 20,7% foram vendidos por até R$ 300. Na outra ponta, 5,4% das passagens ultrapassaram R$ 1.500, valor próximo ao salário mínimo previsto para 2026, de R$ 1.621.

O principal fator apontado para o aumento das tarifas é o encarecimento do querosene de aviação (QAV), um dos maiores custos operacionais das companhias aéreas. Em maio, o litro do combustível atingiu média de R$ 6,46, representando alta de 68,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. O mercado também sofre influência da valorização do dólar, dos custos de manutenção das aeronaves, da elevada demanda por viagens e das tensões geopolíticas no Oriente Médio, que afetam a cotação internacional do petróleo.

Mesmo com as passagens mais caras, a demanda por voos continua em crescimento. Mais de 8,3 milhões de passageiros viajaram em rotas domésticas durante o mês de maio, avanço de 2,5% na comparação com o mesmo período de 2025. Latam e Gol ampliaram sua participação e, juntas, passaram a concentrar cerca de 72% do mercado aéreo nacional, segundo dados da Anac.

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