Manaus registrou 51 ocorrências de incêndio residencial em junho de 2026, número superior aos 39 casos de 2024 e aos 31 de 2025 no mesmo mês. Os dados foram apresentados pelo subcomandante do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, coronel Frank Borges, em entrevista ao programa Primeira Onda, na manhã desta terça-feira.
Segundo levantamento apresentado pelo coronel Borges, o comparativo mensal de incêndios residenciais entre 2024, 2025 e 2026 mostra oscilações ao longo do primeiro semestre. Em janeiro, foram 20 ocorrências em 2024, 31 em 2025 e 27 em 2026. Em fevereiro, os números foram 23, 21 e 34, respectivamente. Em março, 16, 21 e 39. Em abril, 16, 23 e 48, alta que o coronel classificou como um pico no período. Em maio, houve recuo, com 24, 41 e 35 ocorrências. Em junho, o número voltou a subir, chegando a 39, 31 e 51 casos.

Já os dados de julho ainda não estão fechados. Nos dois anos anteriores, o mês registrou 38 ocorrências em 2024 e 44 em 2025.
O coronel também citou que, no ano passado, a corporação havia divulgado 267 ocorrências de incêndio residencial em um período equivalente ao atual, no início do período mais quente em Manaus.
Bombeiros preparados para incêndios florestais
Durante a entrevista, o subcomandante do Corpo de Bombeiros informou que a corporação mantém parceria com prefeituras municipais para expandir a atuação no interior do Estado.
“A gente conseguiu sair desses 11 municípios, incluindo Manaus, para os 25 e podemos chegar até mais esse ano”, explicou.
Nesses municípios a corporação mantém efetivo, veículos de combate a incêndio e equipamentos para combate a incêndio em vegetação.
Para este ano, as previsõe dos cientistas são de uma condição climática com temperaturas acima da média. No entando, até o momento, a situação de combate a incêndios florestais no Amazonas segue sob controle.
Mas, segundo Borges, se nos meses de setembro e outubro, a situação agravar, o Corpo de Bombeiros pode contar com a ajuda de militares de outros Estados.
“Existe um conselho de comandantes gerais dos corpos de bombeiros, chamado LigaBom, responsável por coordenar o envio de reforços quando um estado não consegue conter as ocorrências com força própria. Até agora está tranquilo, não precisamos acionar a LigaBom, mas se for necessário, iremos acionar a ajuda”, explicou.
