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Camusquim com Linguine: iguaria da gastronomia paraense ganha novo sabor com massa italiana

O camusquim integra o conjunto de preparações à base de frutos do mar da culinária do estado do Pará. O prato tem origem associada às áreas costeiras e ribeirinhas, onde o aproveitamento de mariscos, camarões e peixes sempre fez parte da alimentação cotidiana.

A preparação dialoga com receitas mais populares, como a casquinha de siri, mas se consolidou com características próprias na Região Norte, ajudando Belém a conquistar, em 2015, o título de Cidade Criativa da Gastronomia, uma seleta rede reconhecida pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco).

Tradicionalmente, o camusquim é preparado com mariscos ou camarão refogados com cebola, alho, tomate e temperos verdes. A base pode receber leite de coco, ingrediente recorrente na cozinha paraense, e pequenas quantidades de farinha para dar consistência. O preparo resulta em um creme que, em muitas versões, é colocado em conchas ou recipientes individuais e levado ao forno para gratinar.

O modo de preparo reflete técnicas difundidas nas casas e em estabelecimentos populares, com variações de acordo com a disponibilidade dos ingredientes. Em algumas receitas, o uso de ervas como coentro marca o perfil de sabor. Em outras, o prato pode incorporar pimentas regionais.


Saiba mais:

Comida de mulher: existe uma razão biológica ou é construção social da vida moderna?

Conheça comidas venezuelanas que transformaram a gastronomia amazonense 


Intercâmbio de culturas gastronômicas

Na culinária do Pará, o camusquim ocupa espaço entre as preparações que utilizam produtos da pesca local e expressam a relação entre território e alimentação. Ele é encontrado em feiras, mercados e restaurantes, compondo cardápios que valorizam ingredientes regionais. Ao lado de outros pratos à base de peixe e marisco, contribui para a identidade gastronômica do estado e para a transmissão de práticas culinárias entre gerações.

Neste século, pela inspiração de chefes de cozinhas renomados como Thiago Castanho, Saulo Jennings e Dona Nena, o camusquim ganhou releitura inspiradas em outras culturas gastronômicas, como a italiana, e veio a lume versões com massas especiais, como o linguine, que é parecida com o espagheti, pórem, chata e mais alongada.

Thiago Castanho
Chefe Thiago Castanho revolucionou a gastronomia paraense (Foto: Reprodução)

Onde comer um bom camusquim paraense em Manaus?

  • Esquina Paraense;
  • Recanto Camarão;
  • Kiosque Paraense;
  • Casa Paraense.

O linguine de camusquim de camarão é uma releitura criativa de um prato bem regional típico do Pará, que ganha uma pegada de massa italiana. Confira a receita:

(Foto: Reprodução)

Ingredientes:

  • 250 g de linguine;
  • 300 g de camarão limpo;
  • 1 cebola pequena picada;
  • 3 dentes de alho;
  • 1 tomate maduro picado (ou sem pele);
  • 1/2 pimentão pequeno (opcional);
  • 200 ml de leite de coco;
  • 1 colher de sopa de manteiga;
  • 1 colher de farinha de trigo;
  • Cheiro-verde a gosto;
  • Coentro (opcional, mas tradicional);
  • Sal e pimenta-do-reino;
  • Queijo ralado (para gratinar ou finalizar);
  • Um toque de limão

Modo de preparo

1. Cozinhe o linguine em água bem salgada até ficar ao dente. Reserve.

2. Base do camusquim: Refogue cebola e alho na manteiga; acrescente tomate e pimentaão até formar um molho;

3. Camarão entra rápido: Adicione o camarão, sal, pimenta e um toque de limão. Cozinhe por dois ou três minutos  pra não borrachar o camarão.

4. Creme do camusquim: Polvilhe a farinha, mexa bem e adicione o leite de coco. O creme típico do camusquim estará pronto.

5. Finalização amazônica: cheiro-verde e coentro. Se gostar de experimentar, jambu. Ajuste sal e acidez

6. Mistura com o linguine: incorpore a massa ao molho.

7. Opcional (e poderoso): leve ao forno com queijo pra dar uma leve gratinada, pois, isso conecta ainda mais com a ideia original do camusquim.

 

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O camusquim integra o conjunto de preparações à base de frutos do mar da culinária do estado do Pará. O prato tem origem associada às áreas costeiras e ribeirinhas, onde o aproveitamento de mariscos, camarões e peixes sempre fez parte da alimentação cotidiana.

A preparação dialoga com receitas mais populares, como a casquinha de siri, mas se consolidou com características próprias na Região Norte, ajudando Belém a conquistar, em 2015, o título de Cidade Criativa da Gastronomia, uma seleta rede reconhecida pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco).

Tradicionalmente, o camusquim é preparado com mariscos ou camarão refogados com cebola, alho, tomate e temperos verdes. A base pode receber leite de coco, ingrediente recorrente na cozinha paraense, e pequenas quantidades de farinha para dar consistência. O preparo resulta em um creme que, em muitas versões, é colocado em conchas ou recipientes individuais e levado ao forno para gratinar.

O modo de preparo reflete técnicas difundidas nas casas e em estabelecimentos populares, com variações de acordo com a disponibilidade dos ingredientes. Em algumas receitas, o uso de ervas como coentro marca o perfil de sabor. Em outras, o prato pode incorporar pimentas regionais.


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Na culinária do Pará, o camusquim ocupa espaço entre as preparações que utilizam produtos da pesca local e expressam a relação entre território e alimentação. Ele é encontrado em feiras, mercados e restaurantes, compondo cardápios que valorizam ingredientes regionais. Ao lado de outros pratos à base de peixe e marisco, contribui para a identidade gastronômica do estado e para a transmissão de práticas culinárias entre gerações.

Neste século, pela inspiração de chefes de cozinhas renomados como Thiago Castanho, Saulo Jennings e Dona Nena, o camusquim ganhou releitura inspiradas em outras culturas gastronômicas, como a italiana, e veio a lume versões com massas especiais, como o linguine, que é parecida com o espagheti, pórem, chata e mais alongada.

Thiago Castanho
Chefe Thiago Castanho revolucionou a gastronomia paraense (Foto: Reprodução)

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  • Recanto Camarão;
  • Kiosque Paraense;
  • Casa Paraense.

O linguine de camusquim de camarão é uma releitura criativa de um prato bem regional típico do Pará, que ganha uma pegada de massa italiana. Confira a receita:

(Foto: Reprodução)

Ingredientes:

  • 250 g de linguine;
  • 300 g de camarão limpo;
  • 1 cebola pequena picada;
  • 3 dentes de alho;
  • 1 tomate maduro picado (ou sem pele);
  • 1/2 pimentão pequeno (opcional);
  • 200 ml de leite de coco;
  • 1 colher de sopa de manteiga;
  • 1 colher de farinha de trigo;
  • Cheiro-verde a gosto;
  • Coentro (opcional, mas tradicional);
  • Sal e pimenta-do-reino;
  • Queijo ralado (para gratinar ou finalizar);
  • Um toque de limão

Modo de preparo

1. Cozinhe o linguine em água bem salgada até ficar ao dente. Reserve.

2. Base do camusquim: Refogue cebola e alho na manteiga; acrescente tomate e pimentaão até formar um molho;

3. Camarão entra rápido: Adicione o camarão, sal, pimenta e um toque de limão. Cozinhe por dois ou três minutos  pra não borrachar o camarão.

4. Creme do camusquim: Polvilhe a farinha, mexa bem e adicione o leite de coco. O creme típico do camusquim estará pronto.

5. Finalização amazônica: cheiro-verde e coentro. Se gostar de experimentar, jambu. Ajuste sal e acidez

6. Mistura com o linguine: incorpore a massa ao molho.

7. Opcional (e poderoso): leve ao forno com queijo pra dar uma leve gratinada, pois, isso conecta ainda mais com a ideia original do camusquim.

 

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