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Conheça comidas venezuelanas que transformaram a gastronomia amazonense

Ondas migratórias geralmente são causadas por episódios dramáticos e tristes, como guerras, perseguições políticas, ditaduras, fome e desespero, mas ao longo do tempo elas causam um efeito colateral positivo para os lugares que recebem os migrantes, a começar pela gastronomia, que se torna mais rica, diversa e saborosa.

A última onda migratória que chegou a Manaus foi a dos venezuelanos, que transformaram, desde meados da década passada, a capital amazonense em um destino relevante, tanto como ponto final, quanto como cidade de trânsito em direção a outras regiões. Uma estimativa de 2022, com base em dados coletados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que entre 25 mil e 30 mil venezuelanos vivam em Manaus.

Esse contingente de migrantes, por óbvio, invadiu as nossas cozinhas com comidinhas rápidas e de fácil consumo, como arepas e tequeños e snacks prontos, principalmente o pirulin, hoje encontrados em diversos supermercados de Manaus.

Conforme o chefe de cozinha José Blanco, que estudava Medicina na Venezuela, mas que há sete anos vive em Manaus, sair do país de origem foi dolorido, mas as oportunidades encontradas em Manaus acabaram sendo um bálsamo para essas dores.

Hoje formado em Gastronomia e chefiando a cozinha de uma tacacaria, Blanco é um exemplo do migrante que contribuíram para o enriquecimento da cultura gastronômica local. Ele conta que arepas e tequeños são muito populares na Venezuela, assim como o nosso x-caboquinho.

As iguarias estão entre os preparos mais representativos da gastronomia venezuelana e ajudam a entender a relação do país com o milho, o trigo e a comida de convívio.

As arepas têm origem indígena, anterior à colonização espanhola. São feitas a partir de farinha de milho pré-cozida, água e sal. A massa é moldada em formato circular e pode ser grelhada, assada ou frita. Depois de pronta, a arepa costuma ser aberta ao meio e recheada.

(Foto: Reprodução)

Os recheios mais comuns incluem queijo, carne desfiada, frango, presunto e abacate. Consumida em qualquer refeição do dia, ela funciona como pão, prato principal ou acompanhamento, dependendo da região e da combinação escolhida.

(Foto: Reprodução)

Saiba mais:

O segredo do filé à parmegiana que todos os chefes escondem de você

Anti-inflamatória ou detox? Saiba o que muda entre as dietas mais populares da internet


Palitinhos de queijo com sabor especial

Já os tequeños têm origem urbana e são atribuídos à cidade de Los Teques, no estado de Miranda, um dos atacados pelas forças de segurança dos Estados Unidos na última semana. O preparo é simples: palitos de queijo branco firme são envolvidos por uma massa de trigo e fritos em óleo quente até ficarem dourados.

(Foto: Reprodução)

O queijo utilizado é escolhido por derreter sem perder a estrutura. Tradicionalmente servidos como aperitivo ou lanche, os tequeños são presença constante em festas, reuniões familiares e cafés. Com o tempo, surgiram variações com outros recheios, mas a versão de queijo segue como a mais consumida.

(Foto: Reprodução)

Juntos, arepas e tequeños traduzem duas dimensões da culinária venezuelana: a herança ancestral do milho e a cultura contemporânea do petisco compartilhado. Ambos ultrapassaram as fronteiras do país e hoje fazem parte do cardápio de comunidades venezuelanas em diferentes regiões do mundo.

 

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Ondas migratórias geralmente são causadas por episódios dramáticos e tristes, como guerras, perseguições políticas, ditaduras, fome e desespero, mas ao longo do tempo elas causam um efeito colateral positivo para os lugares que recebem os migrantes, a começar pela gastronomia, que se torna mais rica, diversa e saborosa.

A última onda migratória que chegou a Manaus foi a dos venezuelanos, que transformaram, desde meados da década passada, a capital amazonense em um destino relevante, tanto como ponto final, quanto como cidade de trânsito em direção a outras regiões. Uma estimativa de 2022, com base em dados coletados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que entre 25 mil e 30 mil venezuelanos vivam em Manaus.

Esse contingente de migrantes, por óbvio, invadiu as nossas cozinhas com comidinhas rápidas e de fácil consumo, como arepas e tequeños e snacks prontos, principalmente o pirulin, hoje encontrados em diversos supermercados de Manaus.

Conforme o chefe de cozinha José Blanco, que estudava Medicina na Venezuela, mas que há sete anos vive em Manaus, sair do país de origem foi dolorido, mas as oportunidades encontradas em Manaus acabaram sendo um bálsamo para essas dores.

Hoje formado em Gastronomia e chefiando a cozinha de uma tacacaria, Blanco é um exemplo do migrante que contribuíram para o enriquecimento da cultura gastronômica local. Ele conta que arepas e tequeños são muito populares na Venezuela, assim como o nosso x-caboquinho.

As iguarias estão entre os preparos mais representativos da gastronomia venezuelana e ajudam a entender a relação do país com o milho, o trigo e a comida de convívio.

As arepas têm origem indígena, anterior à colonização espanhola. São feitas a partir de farinha de milho pré-cozida, água e sal. A massa é moldada em formato circular e pode ser grelhada, assada ou frita. Depois de pronta, a arepa costuma ser aberta ao meio e recheada.

(Foto: Reprodução)

Os recheios mais comuns incluem queijo, carne desfiada, frango, presunto e abacate. Consumida em qualquer refeição do dia, ela funciona como pão, prato principal ou acompanhamento, dependendo da região e da combinação escolhida.

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