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Ariá e cogumelos unem saber indígena, pesquisa científica e geração de renda

O projeto de resgate da cultura alimentar ancestral amazônica avançou neste mês de maio com a entrega, em Manaus, de mudas de ariá para indígenas yanomami da comunidade Auaris, no Noroeste de Roraima, na fronteira com a Venezuela.

O ariá é um tubérculo tradicional da Amazônia, muito presente nas roças amazonenses do século passado, mas que perdeu espaço ao longo dos anos para culturas mais comuns, como batata e cará. Em contrapartida, os yanomamis contribuem com o projeto compartilhando conhecimentos sobre cogumelos comestíveis da floresta.

A iniciativa reúne pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), do Centro de Produção Orgânica do Amazonas (Cenpoam) e o pesquisador Eli Minev. Segundo o indígena Sérgio Barat, a substituição de alimentos tradicionais por produtos mais populares nas roças contribuiu para o desaparecimento do ariá da alimentação amazônica. Para ele, recuperar o cultivo também significa preservar conhecimentos ancestrais ligados à agricultura indígena.

“Minha avó uma vez me disse que comia esse alimento, mas que ela não o encontrava mais em Manaus. Como já plantávamos o ariá no sítio da família, eu fiz uma lista com esse tipo de cultura e comecei a pesquisar, fui ao Inpa, falei com o Bosco e a Ruby, que tocam esse banco de sementes (no Cenpoam), e agora vou prosseguir com essa pesquisa no meu curso de Economia lá em Stanford”, contou.

Além do valor cultural, o projeto também pesquisa o potencial nutricional, econômico e agroecológico do ariá. Para os yanomamis envolvidos, o principal objetivo é fortalecer a segurança alimentar das comunidades e recuperar alimentos tradicionais consumidos antes da substituição gradual por produtos externos.

 

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O projeto de resgate da cultura alimentar ancestral amazônica avançou neste mês de maio com a entrega, em Manaus, de mudas de ariá para indígenas yanomami da comunidade Auaris, no Noroeste de Roraima, na fronteira com a Venezuela.

O ariá é um tubérculo tradicional da Amazônia, muito presente nas roças amazonenses do século passado, mas que perdeu espaço ao longo dos anos para culturas mais comuns, como batata e cará. Em contrapartida, os yanomamis contribuem com o projeto compartilhando conhecimentos sobre cogumelos comestíveis da floresta.

A iniciativa reúne pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), do Centro de Produção Orgânica do Amazonas (Cenpoam) e o pesquisador Eli Minev. Segundo o indígena Sérgio Barat, a substituição de alimentos tradicionais por produtos mais populares nas roças contribuiu para o desaparecimento do ariá da alimentação amazônica. Para ele, recuperar o cultivo também significa preservar conhecimentos ancestrais ligados à agricultura indígena.

“Minha avó uma vez me disse que comia esse alimento, mas que ela não o encontrava mais em Manaus. Como já plantávamos o ariá no sítio da família, eu fiz uma lista com esse tipo de cultura e comecei a pesquisar, fui ao Inpa, falei com o Bosco e a Ruby, que tocam esse banco de sementes (no Cenpoam), e agora vou prosseguir com essa pesquisa no meu curso de Economia lá em Stanford”, contou.

Além do valor cultural, o projeto também pesquisa o potencial nutricional, econômico e agroecológico do ariá. Para os yanomamis envolvidos, o principal objetivo é fortalecer a segurança alimentar das comunidades e recuperar alimentos tradicionais consumidos antes da substituição gradual por produtos externos.

 

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