Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Cortes premium, o que as boutiques de carnes não querem que você saiba

Uma das características mais engraçadas, para dizer o mínimo, do brasileiro é “batizar” com nomes estrangeiros coisas que a língua portuguesa já definiu com uma ou mais palavras simples. Foi assim que o bairro Jorge Teixeira, na Zona Leste de Manaus, virou para alguns “Jorge Texas”; que o município de Iranduba agora é “IranDubai”; que as mulheres e homens de “vida dura” deixaram de fazer programas para fazer “job”.

Enfim, somos assim e na gastronomia essa moda também chegou, mas com requintes de crueldade nos preços cobrados por cortes de carnes chamados de premium.

Short Rib, Tomahawk, Denver Steak, Flat Iron e Brisket são exemplos de cortes que custam os olhos do boi quando pedidos em inglês, mas que podem valer menos da metade se o pedido for feito na nossa boa e velha língua de Camões e Chico da Silva.

O Short Rib é um corte extraído da costela dianteira, com um pedaço do osso cortado bem curtinho, e hoje em Manaus pode ser encontrado por preços que variam entre R$ 50 e R$ 60, mas se você comprar a costela inteira o quilo vai sair por até R$ 40.

(Foto: Reprodução)

Também da costela sai o tomahawk, um pedaço do contrafilé com o osso longo da costela. Nas boas casas do ramo um quilo de tomahawk custa mais R$ 90 (se for de gado Angus bate em R$ 200). Já o  quilo do contrafilé chega a R$ 50.

(Foto: Reprodução)

O Denver Steak é outro fenômeno da relação preço x qualidade do corte. Ele é extraído da parte de cima de um dos cortes mais populares no Brasil, o acém. Comprado como Denver, o quilo sai a quase R$ 100 nas boutiques de carne, mas se você pedir o acém, o custo é a metade.

A dica então é comprar a peça inteira do acém e retirar dele o Denver. Assim, o consumidor terá as vantagens do corte premium, mas pagando o preço do corte mais usado para fazer “churrasquinho de gato” e carne moída.

(Foto: Reprodução)

O Flat Iron é um corte macio e muito saboroso, apesar de ser extraído de uma das partes mais duras do boi, a paleta (ombro). Com o nome americano, o quilo bate nos R$ 90, mas no estilo brasileiro o preço é de R$ 40 nas feiras e mercados de Manaus.

Agora nada supera o Brisket, que é nada mais nada menos que o peito do boi, um corte de preço bastante baixo em relação aos demais. Nas boas casas especializadas em carnes de Manaus um quilo de brisket não sai por menos de R$ 70, enquanto o peito custa R$ 30.

(Foto: Reprodução)

Saiba mais:

Gastronomia afetiva: comidinhas saborosas que remetem a colo de vó ou a falta de dinheiro no bolso

Conheça os cogumelos amazônicos comestíveis que podem ser adicionados na tapioca


Onda começou nas churrascarias

Esses cortes ganharam popularidade a partir de churrascarias especializadas e restaurantes de alta gastronomia, mas hoje passaram a ocupar espaço crescente nas mesas brasileiras. O consumo reflete uma mudança no perfil do consumidor, pois há maior interesse por técnicas de preparo e valorização de origem.

A busca por experiências ligadas à carne de qualidade impulsiona o crescimento do segmento gourmet.

O Short Rib, por exemplo, é procurado por sua suculência após longas horas de cocção. O Tomahawk chama atenção pela estética e beleza do osso longo. O Denver Steak e o Flat Iron, vindos do dianteiro, ganharam espaço por unir maciez e sabor. O Brisket tornou-se símbolo do churrasco americano e referência em casas de defumados.

Nos últimos anos, chefes e churrasqueiros brasileiros ajudaram a popularizar esses cortes em festivais, redes sociais e programas de culinária. A difusão das técnicas do churrasco americano também contribuiu para ampliar o consumo.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

Uma das características mais engraçadas, para dizer o mínimo, do brasileiro é “batizar” com nomes estrangeiros coisas que a língua portuguesa já definiu com uma ou mais palavras simples. Foi assim que o bairro Jorge Teixeira, na Zona Leste de Manaus, virou para alguns “Jorge Texas”; que o município de Iranduba agora é “IranDubai”; que as mulheres e homens de “vida dura” deixaram de fazer programas para fazer “job”.

Enfim, somos assim e na gastronomia essa moda também chegou, mas com requintes de crueldade nos preços cobrados por cortes de carnes chamados de premium.

Short Rib, Tomahawk, Denver Steak, Flat Iron e Brisket são exemplos de cortes que custam os olhos do boi quando pedidos em inglês, mas que podem valer menos da metade se o pedido for feito na nossa boa e velha língua de Camões e Chico da Silva.

O Short Rib é um corte extraído da costela dianteira, com um pedaço do osso cortado bem curtinho, e hoje em Manaus pode ser encontrado por preços que variam entre R$ 50 e R$ 60, mas se você comprar a costela inteira o quilo vai sair por até R$ 40.

(Foto: Reprodução)

Também da costela sai o tomahawk, um pedaço do contrafilé com o osso longo da costela. Nas boas casas do ramo um quilo de tomahawk custa mais R$ 90 (se for de gado Angus bate em R$ 200). Já o  quilo do contrafilé chega a R$ 50.

(Foto: Reprodução)

O Denver Steak é outro fenômeno da relação preço x qualidade do corte. Ele é extraído da parte de cima de um dos cortes mais populares no Brasil, o acém. Comprado como Denver, o quilo sai a quase R$ 100 nas boutiques de carne, mas se você pedir o acém, o custo é a metade.

A dica então é comprar a peça inteira do acém e retirar dele o Denver. Assim, o consumidor terá as vantagens do corte premium, mas pagando o preço do corte mais usado para fazer “churrasquinho de gato” e carne moída.

(Foto: Reprodução)

O Flat Iron é um corte macio e muito saboroso, apesar de ser extraído de uma das partes mais duras do boi, a paleta (ombro). Com o nome americano, o quilo bate nos R$ 90, mas no estilo brasileiro o preço é de R$ 40 nas feiras e mercados de Manaus.

Agora nada supera o Brisket, que é nada mais nada menos que o peito do boi, um corte de preço bastante baixo em relação aos demais. Nas boas casas especializadas em carnes de Manaus um quilo de brisket não sai por menos de R$ 70, enquanto o peito custa R$ 30.

(Foto: Reprodução)

Saiba mais:

Gastronomia afetiva: comidinhas saborosas que remetem a colo de vó ou a falta de dinheiro no bolso

Conheça os cogumelos amazônicos comestíveis que podem ser adicionados na tapioca


Onda começou nas churrascarias

Esses cortes ganharam popularidade a partir de churrascarias especializadas e restaurantes de alta gastronomia, mas hoje passaram a ocupar espaço crescente nas mesas brasileiras. O consumo reflete uma mudança no perfil do consumidor, pois há maior interesse por técnicas de preparo e valorização de origem.

A busca por experiências ligadas à carne de qualidade impulsiona o crescimento do segmento gourmet.

O Short Rib, por exemplo, é procurado por sua suculência após longas horas de cocção. O Tomahawk chama atenção pela estética e beleza do osso longo. O Denver Steak e o Flat Iron, vindos do dianteiro, ganharam espaço por unir maciez e sabor. O Brisket tornou-se símbolo do churrasco americano e referência em casas de defumados.

Nos últimos anos, chefes e churrasqueiros brasileiros ajudaram a popularizar esses cortes em festivais, redes sociais e programas de culinária. A difusão das técnicas do churrasco americano também contribuiu para ampliar o consumo.

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Amazônia concentra R$ 391 milhões em editais para ciência

A Amazônia vive um dos momentos mais promissores dos últimos anos para a ciência. Somados, três grandes editais lançados em 2026 disponibilizam cerca de...

Parintins já teve outros nomes antes de se tornar a terra dos bumbás; entenda

Antes de se tornar conhecida mundialmente pela disputa entre os bois Garantido e Caprichoso, a cidade de Parintins, na região do Baixo Amazonas, carregou...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Cheiro de café e festa junina: o bolo de macaxeira mistura memória, cultura e sabor

Quando chega o mês de junho, as mesas dos arraiais costumam ser tomadas pelo cheiro do milho cozido, da canjica, da pamonha e dos...

Escola indígena do Amazonas está entre as finalistas de melhores escolas do mundo

A Escola Baniwa Kalipana, localizada em São Gabriel da Cachoeira, no Alto Rio Negro, colocou o Amazonas entre os destaques da educação mundial ao...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Festival de Parintins: veja os cuidados para proteger crianças durante a viagem

Com a chegada da 59ª edição do Festival Folclórico de Parintins, que começa nesta sexta-feira (26), a Rede Onda Digital buscou a Polícia Civil...

Conheça os jurados que vão decidir o Festival de Parintins 2026

A Comissão Julgadora do 59º Festival Folclórico de Parintins foi apresentada nessa quarta-feira (24), reunindo profissionais com experiência em música, artes cênicas, dança, audiovisual,...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Amazônia concentra R$ 391 milhões em editais para ciência

A Amazônia vive um dos momentos mais promissores dos últimos anos para a ciência. Somados, três grandes editais lançados em 2026 disponibilizam cerca de...

Parintins já teve outros nomes antes de se tornar a terra dos bumbás; entenda

Antes de se tornar conhecida mundialmente pela disputa entre os bois Garantido e Caprichoso, a cidade de Parintins, na região do Baixo Amazonas, carregou...

Cheiro de café e festa junina: o bolo de macaxeira mistura memória, cultura e sabor

Quando chega o mês de junho, as mesas dos arraiais costumam ser tomadas pelo cheiro do milho cozido, da canjica, da pamonha e dos...

Escola indígena do Amazonas está entre as finalistas de melhores escolas do mundo

A Escola Baniwa Kalipana, localizada em São Gabriel da Cachoeira, no Alto Rio Negro, colocou o Amazonas entre os destaques da educação mundial ao...

Festival de Parintins: veja os cuidados para proteger crianças durante a viagem

Com a chegada da 59ª edição do Festival Folclórico de Parintins, que começa nesta sexta-feira (26), a Rede Onda Digital buscou a Polícia Civil...

Conheça os jurados que vão decidir o Festival de Parintins 2026

A Comissão Julgadora do 59º Festival Folclórico de Parintins foi apresentada nessa quarta-feira (24), reunindo profissionais com experiência em música, artes cênicas, dança, audiovisual,...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]