Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Defensoria Pública e Secretaria Nacional de Povos Tradicionais discutem ações para comunidades do Amazonas

As demandas das comunidades tradicionais do Amazonas foram o tema central de uma reunião entre representantes da Defensoria Pública do Amazonas.

As demandas das comunidades tradicionais do Amazonas foram o tema central de uma reunião entre representantes da Defensoria Pública do Amazonas (DPE-AM) e lideranças da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável, pasta vinculada ao Ministério do Meio Ambiente e Mudanças do Clima (MMA), nesta segunda-feira (20/1) em Brasília. O Defensor Público Geral, Rafael Barbosa, destacou o encontro como um marco no fortalecimento de políticas públicas voltadas para essas populações, principalmente no que diz respeito à inclusão social e ao acesso a direitos básicos.

A reunião contou com a presença da Secretária Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, Edel Moraes, uma mulher afro-indígena, nortista e ribeirinha, profundamente conectada à realidade das comunidades do Norte do Brasil. Durante o encontro, Edel destacou os inúmeros desafios enfrentados por essas populações, com ênfase nas dificuldades para obtenção de documentação básica. Essa barreira não apenas impede o acesso a programas sociais, mas também compromete a regularização fundiária, essencial para garantir direitos e fortalecer a autonomia dessas comunidades.

“Muitas pessoas sequer possuem certidão de nascimento. Este problema de falta de documentação bate à nossa porta toda hora. Toda a logística para atender essas comunidades já está em prática, mas a mobilização para resolver as questões documentais ainda é insuficiente”, destacou a secretária.

A Defensora Pública do Amazonas cedida para a pasta do Governo Federal, Isabela Salles, exemplificou que, embora sejam realizadas buscas ativas para cadastrar até 10 mil famílias, apenas 2 mil a 2,5 mil acabam sendo realmente incluídas. O principal obstáculo identificado são as inconsistências documentais, que dificultam o acesso às informações necessárias para o cadastro.


Leia mais:

 Chuvas intensas devem chegar em Manaus e Defesa Civil emite alerta

Manaus tem pelo menos 600 áreas de risco, diz Prefeitura; zona Norte é a mais afetada


Além disso, Isabela destacou a falta de um sistema eficiente que integre os dados disponíveis em tempo real entre diferentes órgãos. O problema se estende a outros benefícios, como os pagamentos por serviços ambientais, que também requerem documentação adequada.

Com expertise nesta atuação, a Defensoria Pública do Amazonas se comprometeu a oferecer apoio para este trabalho no Estado. A coordenadora do Núcleo Especializado em Direitos dos Povos Indígenas e Tradicionais da DPE-AM, Danielle Fernandes, também participou da reunião, contribuindo com sua experiência em busca de soluções para as demandas apresentadas.

“É um trabalho coletivo que exige escuta ativa e ação coordenada para garantir os direitos dessas comunidades”, enfatizou Danielle, que, no ano passado, coordenou uma ação em uma comunidade indígena onde mais de 2 mil demandas foram atendidas, sendo a maioria relacionada à documentação.

Rafael Barbosa destacou a relevância do trabalho conjunto: “Como bem disse a secretária Edel Moraes, não podemos falar em preservação ambiental, mitigação das mudanças climáticas ou sobrevivência da humanidade sem cuidar das pessoas que vivem e dependem diretamente da floresta. São essas comunidades que, historicamente, têm sido guardiãs da Amazônia”, enfatizou.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

As demandas das comunidades tradicionais do Amazonas foram o tema central de uma reunião entre representantes da Defensoria Pública do Amazonas (DPE-AM) e lideranças da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável, pasta vinculada ao Ministério do Meio Ambiente e Mudanças do Clima (MMA), nesta segunda-feira (20/1) em Brasília. O Defensor Público Geral, Rafael Barbosa, destacou o encontro como um marco no fortalecimento de políticas públicas voltadas para essas populações, principalmente no que diz respeito à inclusão social e ao acesso a direitos básicos.

A reunião contou com a presença da Secretária Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, Edel Moraes, uma mulher afro-indígena, nortista e ribeirinha, profundamente conectada à realidade das comunidades do Norte do Brasil. Durante o encontro, Edel destacou os inúmeros desafios enfrentados por essas populações, com ênfase nas dificuldades para obtenção de documentação básica. Essa barreira não apenas impede o acesso a programas sociais, mas também compromete a regularização fundiária, essencial para garantir direitos e fortalecer a autonomia dessas comunidades.

“Muitas pessoas sequer possuem certidão de nascimento. Este problema de falta de documentação bate à nossa porta toda hora. Toda a logística para atender essas comunidades já está em prática, mas a mobilização para resolver as questões documentais ainda é insuficiente”, destacou a secretária.

A Defensora Pública do Amazonas cedida para a pasta do Governo Federal, Isabela Salles, exemplificou que, embora sejam realizadas buscas ativas para cadastrar até 10 mil famílias, apenas 2 mil a 2,5 mil acabam sendo realmente incluídas. O principal obstáculo identificado são as inconsistências documentais, que dificultam o acesso às informações necessárias para o cadastro.


Leia mais:

 Chuvas intensas devem chegar em Manaus e Defesa Civil emite alerta

Manaus tem pelo menos 600 áreas de risco, diz Prefeitura; zona Norte é a mais afetada


Além disso, Isabela destacou a falta de um sistema eficiente que integre os dados disponíveis em tempo real entre diferentes órgãos. O problema se estende a outros benefícios, como os pagamentos por serviços ambientais, que também requerem documentação adequada.

Com expertise nesta atuação, a Defensoria Pública do Amazonas se comprometeu a oferecer apoio para este trabalho no Estado. A coordenadora do Núcleo Especializado em Direitos dos Povos Indígenas e Tradicionais da DPE-AM, Danielle Fernandes, também participou da reunião, contribuindo com sua experiência em busca de soluções para as demandas apresentadas.

“É um trabalho coletivo que exige escuta ativa e ação coordenada para garantir os direitos dessas comunidades”, enfatizou Danielle, que, no ano passado, coordenou uma ação em uma comunidade indígena onde mais de 2 mil demandas foram atendidas, sendo a maioria relacionada à documentação.

Rafael Barbosa destacou a relevância do trabalho conjunto: “Como bem disse a secretária Edel Moraes, não podemos falar em preservação ambiental, mitigação das mudanças climáticas ou sobrevivência da humanidade sem cuidar das pessoas que vivem e dependem diretamente da floresta. São essas comunidades que, historicamente, têm sido guardiãs da Amazônia”, enfatizou.

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Incêndio destrói casa e ameaça imóveis vizinhos na zona Norte de Manaus

Um incêndio de grandes proporções destruiu uma casa na manhã deste sábado (26), na rua Tanzânia, no bairro Nova Cidade, zona Norte de Manaus....

Chuva dá trégua à fumaça e melhora qualidade do ar em Manaus

A chuva registrada na quinta-feira (24) e nesta sexta-feira (25) deu uma trégua à sequência de 17 dias em que Manaus amanheceu encoberta por...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Inscrições para concurso da Manausprev terminam na terça-feira

T Terminam às 23h59 desta terça-feira, dia 29, as inscrições para o concurso público da Manaus Previdência, a Manausprev. O certame oferece 17 vagas imediatas,...

Moraes revoga afastamento de Adail Pinheiro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou o afastamento cautelar do prefeito de Coari, Adail Pinheiro (Republicanos), na noite desta...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Espetáculo “Um Sonho de Natal” pode entrar no calendário oficial do AM

O espetáculo "Um Sonho de Natal", realizado anualmente pela Nova Igreja Batista, em Manaus, pode passar a integrar o Calendário Oficial de Eventos do...

Riscos da fumaça tóxica em Manaus

A fumaça tóxica provocada pelas queimadas que atinge Manaus e outras regiões do Amazonas pode carregar diferentes substâncias prejudiciais à saúde. Em entrevista à...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Incêndio destrói casa e ameaça imóveis vizinhos na zona Norte de Manaus

Um incêndio de grandes proporções destruiu uma casa na manhã deste sábado (26), na rua Tanzânia, no bairro Nova Cidade, zona Norte de Manaus....

Chuva dá trégua à fumaça e melhora qualidade do ar em Manaus

A chuva registrada na quinta-feira (24) e nesta sexta-feira (25) deu uma trégua à sequência de 17 dias em que Manaus amanheceu encoberta por...

Inscrições para concurso da Manausprev terminam na terça-feira

T Terminam às 23h59 desta terça-feira, dia 29, as inscrições para o concurso público da Manaus Previdência, a Manausprev. O certame oferece 17 vagas imediatas,...

Moraes revoga afastamento de Adail Pinheiro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou o afastamento cautelar do prefeito de Coari, Adail Pinheiro (Republicanos), na noite desta...

Espetáculo “Um Sonho de Natal” pode entrar no calendário oficial do AM

O espetáculo "Um Sonho de Natal", realizado anualmente pela Nova Igreja Batista, em Manaus, pode passar a integrar o Calendário Oficial de Eventos do...

Riscos da fumaça tóxica em Manaus

A fumaça tóxica provocada pelas queimadas que atinge Manaus e outras regiões do Amazonas pode carregar diferentes substâncias prejudiciais à saúde. Em entrevista à...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]