O dia 8 de julho é reconhecido como o Dia Mundial da Alergia, data instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Organização Mundial da Alergia (WAO) para conscientizar a população sobre o tema, muitas vezes tratado como algo de pouca importância, mas que não deve ser negligenciado.
As alergias são respostas exageradas do sistema imunológico a substâncias geralmente inofensivas para a maioria das pessoas, chamadas de alérgenos. Pólen, poeira, alimentos, medicamentos e picadas de insetos estão entre os possíveis alérgenos.
Ao entrar em contato com esses itens, a pessoa alérgica pode apresentar sintomas como espirros, coceira, congestão nasal, inchaço, erupções cutâneas e dificuldade para respirar. Dependendo do caso, a reação pode evoluir para anafilaxia, quadro potencialmente fatal que exige intervenção médica imediata.
A prevenção e a identificação precoce das reações alérgicas são partes cruciais da gestão dessas manifestações, já que as alergias podem interferir na qualidade de vida e trazer implicações sociais e emocionais.
A Onda Digital conversou com a doutora Nádia Betti, alergista e imunologista que atua em Manaus, sobre a importância de detectar alergias cedo na vida.

Anafilaxia é a reação mais grave, alerta médica
Segundo Nádia Betti, cerca de 50% da população tem algum tipo de alergia, sendo as principais respiratórias, dermatológicas, alimentares ou a medicamentos. A médica destacou que é preciso atenção redobrada com a anafilaxia, considerada a reação mais grave de um processo alérgico, na qual a garganta pode se fechar, ocorrer choque anafilático e queda de pressão.
Sobre as alergias alimentares, a especialista afirmou que a alergia ao leite é comum e afeta principalmente crianças, enquanto a alergia a camarão atinge mais os adultos. Já as respiratórias, como as rinites, afetam pessoas de todas as idades e, segundo a médica, se tornam mais frequentes na região devido ao clima úmido e abafado e ao uso frequente de ar-condicionado.
Nádia Betti afirmou que o Dia Mundial da Alergia tem o objetivo de conscientizar a população sobre a seriedade dessas doenças, e a busca por diagnóstico é essencial.
“A alergia tem tratamento, mas o paciente precisa buscar diagnóstico o quanto antes, já que o problema, embora tratável, pode levar a complicações graves e até óbito caso não seja acompanhado adequadamente”.
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A importância do acompanhamento médico e as mudanças climáticas
Em um período de mudanças climáticas, o impacto sobre as alergias não pode ser menosprezado. Alterações no clima e na poluição do ar podem aumentar a concentração de alérgenos no ambiente, o que pode elevar o número de reações alérgicas e a necessidade de intervenções médicas. Por isso, a conscientização sobre o tema é considerada relevante para a formulação de políticas ambientais e de saúde pública voltadas à mitigação desses impactos.
No caso das crianças, pais e responsáveis devem ficar atentos aos primeiros sinais de reação alérgica. Para um diagnóstico preciso, é essencial procurar um médico especialista.
Estratégias para controle das alergias
Entre as estratégias indicadas para o controle das alergias estão:
Respiratórias: controle do ambiente, uso de capas em travesseiros e colchões, evitar contato com animais e realizar limpeza periódica dos ambientes e do ar condicionado.
Picadas de insetos: tratamento por meio de imunoterapia, com vacinas subcutâneas e sublinguais.
Alimentares: identificação do alimento alérgeno o quanto antes, para retirada da dieta do paciente. Além do leite, outros alimentos associados a reações alérgicas comuns são ovo, trigo, soja, amendoim, camarão, frutos do mar, nozes e castanhas, devido a proteínas específicas presentes neles.
A médica também recomenda o fortalecimento do organismo e do sistema imunológico por meio de atividade física regular, sono adequado e controle do estresse.
