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Diretor e ex-gestores são afastados após escândalo na previdência do Amazonas

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira (6/3) a Operação Sine Consensu para apurar irregularidades na gestão de recursos do Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Amazonas, a Amazonprev. As investigações apontam que cerca de R$ 390 milhões foram aplicados em Letras Financeiras de bancos privados entre junho e setembro de 2024, em desacordo com normas de governança e regras federais.

A ação conta com apoio do Ministério da Previdência Social. Policiais federais cumprem mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados em Manaus e no Rio de Janeiro. A Justiça Federal determinou o afastamento cautelar de três servidores da Amazonprev por 90 dias para evitar interferência nas investigações.

Quem são os alvos

Entre os investigados estão um diretor, dois ex-gestores do órgão e um empresário suspeito de repassar dinheiro a servidores ligados às decisões financeiras. Segundo a PF, o principal responsável por ordenar e executar as aplicações sem deliberação prévia do Comitê de Investimentos é um ex-gestor de recursos que coordenava o colegiado.

As investigações indicam que ele determinou operações de grande valor e, em alguns casos, teria fracionado os investimentos para contornar limites administrativos.

(Foto: Divulgação/PF)

O atual diretor de Administração e Finanças da Amazonprev também é alvo da investigação. Ele teria autorizado e posteriormente ratificado as aplicações, mesmo diante de irregularidades procedimentais e da ausência de aprovação formal pelas instâncias colegiadas.

Um ex-diretor de Previdência, que participava das discussões no Comitê de Investimentos, também é investigado. Segundo a PF, ele atuou no credenciamento de instituições financeiras emissoras, o que teria viabilizado parte das aplicações sob suspeita.

Além dos servidores, a PF investiga um empresário dono de uma empresa de consultoria e gestão de frota sediada no Rio de Janeiro. De acordo com as investigações, a companhia teria transferido cerca de R$ 600 mil a servidores e gestores ligados às aplicações, sem contratos ou justificativas econômicas compatíveis com a atividade da empresa. As movimentações ocorreram no mesmo período das decisões sobre os investimentos.


Leia mais

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Investimentos sob suspeita

Auditoria do Ministério da Previdência identificou cinco operações suspeitas realizadas pela Amazonprev no período investigado, envolvendo bancos como Master, Daycoval, BTG Pactual e C6 Consignado. Em alguns casos, as aplicações foram feitas sem aprovação formal da diretoria ou do Comitê de Investimentos e até com bancos não credenciados pelo Ministério da Previdência.

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master preso (Foto: Montagem)

As operações foram intermediadas principalmente pelas corretoras Terra Investimentos e Mirae Asset, utilizadas de forma reiterada nas aplicações sem demonstração de critérios objetivos para escolha ou comparação de custos e riscos, conforme apontam as investigações.

O que diz a Amazonprev

Em nota, a Fundação Amazonprev informou que está colaborando com as investigações e permanece à disposição para prestar todas as informações solicitadas. O órgão esclareceu que dois servidores pertencentes ao quadro efetivo já foram afastados das funções, e que o terceiro citado, que ocupava cargo em comissão, não integra mais a instituição desde 2024.

A Amazonprev reforçou que as aplicações não representam riscos para o pagamento dos benefícios de aposentados e pensionistas do estado, uma vez que o Fundo de Previdência do Amazonas (FPREV) apresenta superávit atuarial de R$ 1,7 bilhão, com recursos acumulados em mais de R$ 11 bilhões. O saldo, segundo o órgão, é suficiente para garantir o pagamento de todas as aposentadorias e pensões do presente e os benefícios futuros dos servidores atualmente na ativa.

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de gestão temerária e corrupção ativa e passiva. A operação segue em andamento.

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A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira (6/3) a Operação Sine Consensu para apurar irregularidades na gestão de recursos do Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Amazonas, a Amazonprev. As investigações apontam que cerca de R$ 390 milhões foram aplicados em Letras Financeiras de bancos privados entre junho e setembro de 2024, em desacordo com normas de governança e regras federais.

A ação conta com apoio do Ministério da Previdência Social. Policiais federais cumprem mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados em Manaus e no Rio de Janeiro. A Justiça Federal determinou o afastamento cautelar de três servidores da Amazonprev por 90 dias para evitar interferência nas investigações.

Quem são os alvos

Entre os investigados estão um diretor, dois ex-gestores do órgão e um empresário suspeito de repassar dinheiro a servidores ligados às decisões financeiras. Segundo a PF, o principal responsável por ordenar e executar as aplicações sem deliberação prévia do Comitê de Investimentos é um ex-gestor de recursos que coordenava o colegiado.

As investigações indicam que ele determinou operações de grande valor e, em alguns casos, teria fracionado os investimentos para contornar limites administrativos.

(Foto: Divulgação/PF)

O atual diretor de Administração e Finanças da Amazonprev também é alvo da investigação. Ele teria autorizado e posteriormente ratificado as aplicações, mesmo diante de irregularidades procedimentais e da ausência de aprovação formal pelas instâncias colegiadas.

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Além dos servidores, a PF investiga um empresário dono de uma empresa de consultoria e gestão de frota sediada no Rio de Janeiro. De acordo com as investigações, a companhia teria transferido cerca de R$ 600 mil a servidores e gestores ligados às aplicações, sem contratos ou justificativas econômicas compatíveis com a atividade da empresa. As movimentações ocorreram no mesmo período das decisões sobre os investimentos.


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