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Três pessoas são diagnosticadas com encefalite equina venezuelana no Amazonas, diz Fiocruz

Três pessoas, sendo dois homens e uma mulher, foram diagnosticadas com encefalite equina venezuelana neste ano, no município de Tabatinga, no interior do Amazonas. A informação foi divulgada, nesta quarta-feira (27/08), após uma pesquisa da Fiocruz.

A doença é endêmica no norte da América do Sul e na América Central, com raros casos nos Estados Unidos. A descoberta foi feita a partir da detecção do material genético do vírus da encefalite equina venezuelana (VEEV) pela equipe do estudo FrontFever.

De acordo com o instituto, no último dia 21, um artigo relatando as pesquisas que resultaram no diagnóstico foi publicado como pré-print para a comunidade científica. O monitoramento dos casos está sento feito no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).


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O virologista Felipe Gomes Naveca, do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), explica que se trata da primeira detecção do vírus da encefalite equina venezuelana em residentes de Tabatinga (AM), região de tríplice fronteira com a Colômbia e o Peru.

Os casos foram identificados por meio da tecnologia de PCR em tempo real, desenvolvida na Fiocruz, seguida da confirmação por sequenciamento genético. “Nossos achados identificam o VEEV como uma causa sub diagnosticada de doença febril aguda na Amazônia brasileira”, explica. A pesquisa é financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio da Iniciativa Amazônia +10, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) pela Chamada Universal e do Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT-VER).

Alerta às autoridades

Por conta do compromisso da Fiocruz com a saúde pública, a informação sobre a detecção dos casos foi dada às autoridades de saúde em 31 de julho, sendo posteriormente emitido um alerta de risco pelas autoridades do município de Tabatinga. No último dia 14, durante o II Encontro da Rede Genômica da Fiocruz, o virologista citou a descoberta dos casos para reforçar a importância da vigilância genômica no enfrentamento de arbovírus e de outros vírus emergentes, reemergentes, ou negligenciados, que podem surgir especialmente nas regiões como a Amazônia.

O que é a doença

A encefalite equina venezuelana é uma doença viral causada por um alphavirus transmitido por mosquitos que afeta humanos e equinos. A encefalite, uma inflamação do cérebro, pode deixar sequelas variadas, dependendo da gravidade da infecção e da área cerebral afetada. As sequelas podem ser motoras, cognitivas, comportamentais e emocionais, afetando a qualidade de vida do indivíduo. No entanto, felizmente, a maior parte dos casos transcorre como uma doença febril sem consequências graves. O genoma parcial do VEEV encontrado no estudo está disponível desde o dia 18 no GenBank.

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Três pessoas, sendo dois homens e uma mulher, foram diagnosticadas com encefalite equina venezuelana neste ano, no município de Tabatinga, no interior do Amazonas. A informação foi divulgada, nesta quarta-feira (27/08), após uma pesquisa da Fiocruz.

A doença é endêmica no norte da América do Sul e na América Central, com raros casos nos Estados Unidos. A descoberta foi feita a partir da detecção do material genético do vírus da encefalite equina venezuelana (VEEV) pela equipe do estudo FrontFever.

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