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Família de Julieta Hernández busca reclassificação do crime para feminicídio; venezuelana foi morta no Amazonas

A família de Julieta Hernández está mobilizada para reclassificar o crime cometido contra a artista venezuelana como feminicídio.

Sophia Hernández, irmã de Julieta, esteve na Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), nesta segunda-feira (10/06), acompanhada da defensora Carol Carvalho, que atua junto à Procuradoria da Mulher da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), da deputada Alessandra Campêlo, que lidera a procuradoria, além dos advogados da família e representantes da União Brasileira de Mulheres (UBM), que articula a mobilização. Pela manhã, a comitiva esteve no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).

Foto: Divulgação

Na DPE-AM, o grupo foi recebido pelo Defensor Público Geral do Amazonas, Rafael Barbosa. Na oportunidade, ele destacou que a Defensoria Pública continua muito preocupada com a quantidade de crimes de gênero no Estado.

Rafael Barbosa destacou que, no caso de Julieta Hernéndez, além do crime envolver a questão de gênero, envolve também “a xenofobia e a agressão a uma pessoa que é uma defensora dos Direitos Humanos”. “Em razão disso, a Defensoria Pública vai atuar além do seu papel defender os acusados, trabalho que será feito pelo defensor que hoje atua na Defensoria de Presidente Figueiredo, mas também vai atuar em defesa da vítima”, disse.

“A Defensoria Pública está atenta e prestando uma assistência qualificada às vítimas de todo tipo de violência contra mulher. Que possamos, a partir desse caso bárbaro, da Julieta Hernández, criar frentes de atuação que possam prevenir outros casos similares”, disse a defensora Carol Carvalho.


Leia mais

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Sobre o crime

Julieta, conhecida como “Palhaça Jujuba”, foi morta enquanto viajava pelo Brasil de bicicleta. Ela estava a caminho de seu país de origem quando desapareceu no dia 23 de dezembro, no município de Presidente Figueiredo, no Amazonas. A próxima parada dela seria em Rorainópolis, em Roraima, antes de cruzar a fronteira coma Venezuela.

Julieta Hernández (Foto: Divulgação/PC-AM)

No dia 6 de janeiro deste ano, o corpo da artista foi encontrado dentro de uma mata. De acordo com as investigações, Julieta foi estuprada, assassinada e teve seu corpo queimado por um casal, que confessou o crime.

Em janeiro, o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) denunciou os acusados Thiago Angles da Silva e Deliomara dos Anjos Santos pelos crimes de estupro, latrocínio (roubo seguido de morte) e ocultação cadáver. Agora, a família de Julieta pede a mudança da tipificação dos crimes.

Programação

Nesta terça-feira (11), durante a sessão plenária da Aleam, a deputada Alessandra Campelo fará uma rápida explicação sobre o histórico do caso Julieta Hernández, depois fará cessão de tempo para os pronunciamentos de Sophia Hernández e de Denise Motta Dau, Secretária Nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher do Ministério das Mulheres.

Na sequência, haverá um ato de solidariedade dos movimentos sociais e movimentos de mulheres no hall da Aleam.

Na quarta-feira (12), uma caravana em memória à Julieta Hernández parte de Manaus rumo a Presidente Figueiredo, onde o grupo terá encontro com autoridades locais, fará uma manifestação pacífica e, por fim, reunirá com a magistrada do caso.

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A família de Julieta Hernández está mobilizada para reclassificar o crime cometido contra a artista venezuelana como feminicídio.

Sophia Hernández, irmã de Julieta, esteve na Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), nesta segunda-feira (10/06), acompanhada da defensora Carol Carvalho, que atua junto à Procuradoria da Mulher da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), da deputada Alessandra Campêlo, que lidera a procuradoria, além dos advogados da família e representantes da União Brasileira de Mulheres (UBM), que articula a mobilização. Pela manhã, a comitiva esteve no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).

Foto: Divulgação

Na DPE-AM, o grupo foi recebido pelo Defensor Público Geral do Amazonas, Rafael Barbosa. Na oportunidade, ele destacou que a Defensoria Pública continua muito preocupada com a quantidade de crimes de gênero no Estado.

Rafael Barbosa destacou que, no caso de Julieta Hernéndez, além do crime envolver a questão de gênero, envolve também “a xenofobia e a agressão a uma pessoa que é uma defensora dos Direitos Humanos”. “Em razão disso, a Defensoria Pública vai atuar além do seu papel defender os acusados, trabalho que será feito pelo defensor que hoje atua na Defensoria de Presidente Figueiredo, mas também vai atuar em defesa da vítima”, disse.

“A Defensoria Pública está atenta e prestando uma assistência qualificada às vítimas de todo tipo de violência contra mulher. Que possamos, a partir desse caso bárbaro, da Julieta Hernández, criar frentes de atuação que possam prevenir outros casos similares”, disse a defensora Carol Carvalho.


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Julieta, conhecida como “Palhaça Jujuba”, foi morta enquanto viajava pelo Brasil de bicicleta. Ela estava a caminho de seu país de origem quando desapareceu no dia 23 de dezembro, no município de Presidente Figueiredo, no Amazonas. A próxima parada dela seria em Rorainópolis, em Roraima, antes de cruzar a fronteira coma Venezuela.

Julieta Hernández (Foto: Divulgação/PC-AM)

No dia 6 de janeiro deste ano, o corpo da artista foi encontrado dentro de uma mata. De acordo com as investigações, Julieta foi estuprada, assassinada e teve seu corpo queimado por um casal, que confessou o crime.

Em janeiro, o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) denunciou os acusados Thiago Angles da Silva e Deliomara dos Anjos Santos pelos crimes de estupro, latrocínio (roubo seguido de morte) e ocultação cadáver. Agora, a família de Julieta pede a mudança da tipificação dos crimes.

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