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Fernando Vilaça: família denuncia preconceito e desmente rumores sobre sexualidade de adolescente

Advogada afirma que jovem já vinha sofrendo ataques e que aparência teria motivado violência: “Nada justifica o preconceito que mata”

A morte do adolescente Fernando Vilaça, de 17 anos, vítima de uma brutal agressão na última quarta-feira (2/7), no bairro Gilberto Mestrinho, zona Leste de Manaus, segue gerando forte comoção e revolta. Fernando morreu no sábado (5), após três dias internado em estado grave no Hospital João Lúcio. A família, por meio da advogada Paula Assunção, veio a público para desmentir informações distorcidas e pedir respeito à memória do jovem.

Em vídeos publicados nas redes sociais, Paula contou que Fernando vinha sendo alvo de ofensas e agressões físicas antes do episódio que tirou sua vida. Segundo ela, a situação já havia se agravado em uma ocasião anterior, quando a mãe chegou a cogitar mudar de endereço.

“No dia da tragédia, ele chamou os irmãos para tentar resolver a situação. Ele passou na frente e foi atacado antes que os irmãos pudessem ajudá-lo”, relatou.

Ainda de acordo com a advogada, o adolescente foi vítima de agressões acompanhadas de falas homofóbicas, mesmo não sendo homossexual.

“Estão tentando usar uma mentira para justificar o que não se explica: o preconceito. Mas Fernando não era o que disseram. E mesmo que fosse, isso jamais justificaria a violência que sofreu”, declarou.

Paula também denunciou a circulação de uma imagem falsa do adolescente com o rosto desfigurado, criada por inteligência artificial, que está sendo atribuída ao momento da agressão.

“Essa foto nunca existiu e está ferindo ainda mais a dor da família. A imagem verdadeira é aquela em que Fernando está sorrindo, bonito, como ele era de verdade”, reforçou.


Leia mais:

Jovens que espancaram adolescente são castigados por facção criminosa

Adolescente de 17 anos é espancado até a morte na zona Leste de Manaus


Agressão filmada

O espancamento foi registrado por moradores e circulou nas redes sociais. Nas imagens, Fernando aparece desacordado na calçada, enquanto uma mulher tenta socorrê-lo. A Polícia Civil do Amazonas investiga o caso e tenta identificar todos os envolvidos. Informações iniciais apontam que os agressores já vinham provocando o adolescente com insultos e intimidações.

Fernando foi socorrido ao Hospital e Pronto-Socorro Platão Araújo e transferido, em seguida, para o Hospital João Lúcio, onde passou por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos.

“Não é defesa, é um apelo por respeito”

Em um dos trechos mais fortes de sua declaração, a advogada Paula Assunção afirmou: “A família não está pedindo que compreendam. Está pedindo justiça. Porque ninguém deve morrer por ser ou parecer diferente. Fernando foi morto por um julgamento cruel, alimentado pelo preconceito.”

A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) segue com as investigações. Até o momento, nenhum suspeito foi oficialmente preso.

Veja o vídeo:

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A morte do adolescente Fernando Vilaça, de 17 anos, vítima de uma brutal agressão na última quarta-feira (2/7), no bairro Gilberto Mestrinho, zona Leste de Manaus, segue gerando forte comoção e revolta. Fernando morreu no sábado (5), após três dias internado em estado grave no Hospital João Lúcio. A família, por meio da advogada Paula Assunção, veio a público para desmentir informações distorcidas e pedir respeito à memória do jovem.

Em vídeos publicados nas redes sociais, Paula contou que Fernando vinha sendo alvo de ofensas e agressões físicas antes do episódio que tirou sua vida. Segundo ela, a situação já havia se agravado em uma ocasião anterior, quando a mãe chegou a cogitar mudar de endereço.

“No dia da tragédia, ele chamou os irmãos para tentar resolver a situação. Ele passou na frente e foi atacado antes que os irmãos pudessem ajudá-lo”, relatou.

Ainda de acordo com a advogada, o adolescente foi vítima de agressões acompanhadas de falas homofóbicas, mesmo não sendo homossexual.

“Estão tentando usar uma mentira para justificar o que não se explica: o preconceito. Mas Fernando não era o que disseram. E mesmo que fosse, isso jamais justificaria a violência que sofreu”, declarou.

Paula também denunciou a circulação de uma imagem falsa do adolescente com o rosto desfigurado, criada por inteligência artificial, que está sendo atribuída ao momento da agressão.

“Essa foto nunca existiu e está ferindo ainda mais a dor da família. A imagem verdadeira é aquela em que Fernando está sorrindo, bonito, como ele era de verdade”, reforçou.


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Fernando foi socorrido ao Hospital e Pronto-Socorro Platão Araújo e transferido, em seguida, para o Hospital João Lúcio, onde passou por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos.

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A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) segue com as investigações. Até o momento, nenhum suspeito foi oficialmente preso.

Veja o vídeo:

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