Novo boletim divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na quinta-feira (21/5) aponta aumento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em diversas regiões do país, incluindo o Amazonas. Segundo o levantamento do InfoGripe, a maior incidência continua entre crianças pequenas, principalmente associada ao vírus sincicial respiratório (VSR), enquanto o crescimento entre adolescentes, adultos e idosos está ligado à circulação da influenza.
Os dados, referentes ao período de 10 a 16 de maio, mostram que quase todos os estados brasileiros estão em nível de alerta, risco ou alto risco para SRAG, com exceção de Rondônia. De acordo com os gráficos, o Amazonas apresenta probabilidade de aumento em 95% nos casos de síndrome respiratória entre duas a seis semanas.
A alta é puxada principalmente pelas internações por vírus sincicial respiratório (VSR), que causa bronquiolite infantil, entre as crianças pequenas. Nas demais faixas etárias, a principal causa é o Influenza, da gripe. Para a pesquisadora do InfoGripe Tatiana Portella, o cenário reforça a importância da vacinação:
“Diante da alta atividade dos vírus influenza A e VSR, é essencial que a população elegível esteja vacinada contra esses vírus. E mesmo com a baixa circulação da Covid-19, também é importante que a população de risco esteja em dia com as doses de reforço da vacina contra o vírus, já que ele ainda é uma causa importante de óbitos por SRAG entre os idosos”, diz em nota.
Leia mais
Pets no divórcio: nova lei muda as regras da guarda de animais no Brasil
O avanço das infecções por VSR é mais intenso em estados do Nordeste e do centro-sul do país. No Norte, o Pará apresenta aumento expressivo nas hospitalizações ligadas ao vírus. Já os casos graves relacionados à Covid-19 seguem em queda na maior parte do Brasil, embora Ceará e Maranhão tenham registrado retomada no crescimento.
O resultado da pesquisa reforça a importância da vacinação, especialmente contra influenza e VSR, além da atualização das doses de reforço contra a covid-19 para grupos de risco, sobretudo idosos, ainda vulneráveis a complicações graves da doença.
*Com informações da Fiocruz.