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Fogos de artifício nas festas de fim de ano são desafios para pessoas com espectro autista

Com a chegada das festas de fim de ano, a animação e os preparativos são uma constante para muitos. Contudo, para pessoas no Transtorno do Espectro Autista (TEA) e suas famílias, esse período pode trazer desafios significativos. Entre eles, os fogos de artifício frequentemente se destacam como uma fonte de desconforto, devido ao impacto sensorial causado pelo barulho intenso e pela luminosidade.

A sensibilidade auditiva e visual é comum em pessoas autistas, fazendo com que os ruídos imprevisíveis e as luzes piscantes dos fogos provoquem crises de ansiedade, pânico ou comportamentos de fuga. Essa situação é ainda mais desafiadora quando combinada com outras características das festas de fim de ano, como aglomerações, mudanças na rotina e exposição a estímulos variados, incluindo novos alimentos e interações sociais.

Para o docente do curso de psicologia, Raimundo Fabrício Paixão Albuquerque, durante as festas, empatia e inclusão são palavras-chave para proporcionar uma melhor experiência às pessoas autistas.


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“O ambiente social e físico deve se adaptar a elas, e não o contrário. Para tornar o período mais tranquilo e inclusivo, algumas estratégias podem ser adotadas. A família pode preparar a pessoa autista para as mudanças na rotina do período, explicando o que acontecerá, utilizando histórias sociais, cronogramas visuais ou ilustrações, o que ajuda a reduzir a ansiedade e pode evitar surpresas desagradáveis”, pontua.

Desafio sensorial

O professor explica que, como as festividades podem ser sensorialmente sobrecarregastes, é importante reservar um local tranquilo onde a pessoa possa descansar quando necessário. Deve-se respeitar as preferências da pessoa autista, adaptando atividades, comidas e decorações para que ela se sinta confortável, mesmo que isso implique modificar algumas tradições familiares.

Segundo ele, se a pessoa participar de festas maiores ou encontros, é recomendável introduzir esses ambientes gradualmente, começando com visitas curtas ou com eventos menores antes de participar de celebrações mais longas.

“Se necessário, converse com os participantes sobre as necessidades específicas da pessoa autista. Leve itens que proporcionem segurança, como fones de ouvido para abafamento de ruídos ou brinquedos favoritos, que ajudam a pessoa a se acalmar em momentos de estresse. Embora as festividades tragam mudanças, deve-se manter a rotina habitual, como horários de refeições e sono, pois a previsibilidade traz estabilidade”, frisa.

De acordo com o professor de psicologia, é fundamental que cuidadores reservem momentos para seu próprio descanso e procurem apoio em grupos especializados, reconhecendo que quem cuida também precisa ser cuidado. Além disso, em relação ao uso de fogos de artifício tradicionais, a sociedade deve exercer maior empatia, especialmente com pessoas autistas, idosos e animais, que sofrem grande desconforto com o barulho intenso.

“Em relação aos fogos tradicionais, a sociedade precisa ter mais empatia com pessoas autistas, idosos e animais, pois esses fogos causam grande desconforto em diversos grupos. Na verdade, o poder público já deveria ter criado mecanismos legais para reduzir o uso desses materiais, que, com seus barulhos, só agradam a sujeitos sem empatia”, afirmou.

Recentemente, a discussão sobre o uso de fogos de artifício silenciosos tem ganhado força. Algumas cidades já adotaram medidas que proíbem os fogos com estampido, considerando não apenas as pessoas autistas, mas também bebês, idosos e animais de estimação, que também são afetados negativamente pelo barulho.

*Com informações da assessoria

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Com a chegada das festas de fim de ano, a animação e os preparativos são uma constante para muitos. Contudo, para pessoas no Transtorno do Espectro Autista (TEA) e suas famílias, esse período pode trazer desafios significativos. Entre eles, os fogos de artifício frequentemente se destacam como uma fonte de desconforto, devido ao impacto sensorial causado pelo barulho intenso e pela luminosidade.

A sensibilidade auditiva e visual é comum em pessoas autistas, fazendo com que os ruídos imprevisíveis e as luzes piscantes dos fogos provoquem crises de ansiedade, pânico ou comportamentos de fuga. Essa situação é ainda mais desafiadora quando combinada com outras características das festas de fim de ano, como aglomerações, mudanças na rotina e exposição a estímulos variados, incluindo novos alimentos e interações sociais.

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Desafio sensorial

O professor explica que, como as festividades podem ser sensorialmente sobrecarregastes, é importante reservar um local tranquilo onde a pessoa possa descansar quando necessário. Deve-se respeitar as preferências da pessoa autista, adaptando atividades, comidas e decorações para que ela se sinta confortável, mesmo que isso implique modificar algumas tradições familiares.

Segundo ele, se a pessoa participar de festas maiores ou encontros, é recomendável introduzir esses ambientes gradualmente, começando com visitas curtas ou com eventos menores antes de participar de celebrações mais longas.

“Se necessário, converse com os participantes sobre as necessidades específicas da pessoa autista. Leve itens que proporcionem segurança, como fones de ouvido para abafamento de ruídos ou brinquedos favoritos, que ajudam a pessoa a se acalmar em momentos de estresse. Embora as festividades tragam mudanças, deve-se manter a rotina habitual, como horários de refeições e sono, pois a previsibilidade traz estabilidade”, frisa.

De acordo com o professor de psicologia, é fundamental que cuidadores reservem momentos para seu próprio descanso e procurem apoio em grupos especializados, reconhecendo que quem cuida também precisa ser cuidado. Além disso, em relação ao uso de fogos de artifício tradicionais, a sociedade deve exercer maior empatia, especialmente com pessoas autistas, idosos e animais, que sofrem grande desconforto com o barulho intenso.

“Em relação aos fogos tradicionais, a sociedade precisa ter mais empatia com pessoas autistas, idosos e animais, pois esses fogos causam grande desconforto em diversos grupos. Na verdade, o poder público já deveria ter criado mecanismos legais para reduzir o uso desses materiais, que, com seus barulhos, só agradam a sujeitos sem empatia”, afirmou.

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