Situação crítica em boa parte da cidade
Entre as 11 estações mantidas pela UEA, oito indicam qualidade do ar péssima, e em três delas os valores passam de 200, faixa que representa risco sério à saúde pública. A mais preocupante é a região entre o Distrito Industrial e a Vila Buriti, que marcou 551,2 por volta das 5h.
A fumaça encobriu a cidade e reduziu a visibilidade em diversas regiões, enquanto moradores relataram dificuldade para respirar e irritação nos olhos.

Queimadas no Amazonas crescem mais de 15%
A piora do ar em Manaus acompanha a escalada das queimadas no Amazonas. Levantamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais mostra que o estado já contabiliza mais de 5,2 mil focos de incêndio em 2026, número que supera em mais de 15% o total registrado em 2025, quando foram identificados 4.545 focos.
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O Sul do Amazonas concentra a maior parte das ocorrências. Com 944 focos, Apuí é o município com mais registros no estado e ocupa o terceiro lugar no ranking nacional, atrás apenas de Altamira, no Pará, e de Lagoa da Confusão, no Tocantins. Novo Aripuanã aparece na nona posição, com 641 focos de queimadas neste ano.
Calor recorde agrava cenário
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia, os termômetros marcaram 38,6°C na terça-feira (22), a temperatura mais alta do ano em Manaus. No mesmo horário, a medição feita no Aeroporto de Manaus ultrapassou os 39°C.
A combinação de calor extremo, baixa umidade e fumaça agrava os riscos à saúde, especialmente para crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias. A recomendação é evitar exposição prolongada ao ar livre, manter portas e janelas fechadas e procurar atendimento médico em caso de sintomas como falta de ar, tosse persistente ou irritação nas vias respiratórias.
