O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderá iniciar um quarto mandato, em janeiro de 2027, com até 40 ministérios. Se confirmada, a estrutura será a maior desde a redemocratização e superará o recorde de 39 pastas registrado no segundo governo de Dilma Rousseff.
Atualmente, o governo federal conta com 38 estruturas ministeriais. A possível ampliação considera a criação de novas pastas para áreas como Segurança Pública e políticas voltadas à população idosa, além de mudanças na estrutura de Comunicação Digital.
A criação do Ministério da Segurança Pública foi anunciada por Lula após a aprovação da PEC da Segurança pelo Senado, em 3 de novembro. A nova pasta deverá ser instituída por meio de Medida Provisória.
Novos ministérios estão em discussão
Outra proposta em análise no Palácio do Planalto é a criação do Ministério do Idoso, ainda em estágio preliminar. A iniciativa busca concentrar políticas públicas relacionadas ao envelhecimento da população e à proteção dos direitos das pessoas idosas.
Já a possibilidade de criação de uma estrutura para Comunicação Digital está em fase inicial de avaliação. Segundo informações divulgadas pela imprensa, a tendência é que a área fique vinculada à Secretaria de Comunicação Social (Secom), que já possui status ministerial. Nesse caso, a mudança não representaria necessariamente a criação de uma nova pasta.
Leia mais:
Lula deseja êxito ao novo presidente do Paraguai após impeachment
Lula recebe mensagem do Papa Leão XIV e renova convite para visita ao Brasil
Comparação com governos anteriores
A eventual estrutura de 40 ministérios superaria o recorde de 39 registrado durante o segundo governo de Dilma Rousseff. Fernando Henrique Cardoso chegou a 30 pastas, Michel Temer a 29 e Jair Bolsonaro manteve até 23. Fernando Collor iniciou seu governo com 16 ministérios.
Lula começou o terceiro mandato, em 2023, com 37 pastas. O número chegou a 38 na atual estrutura do governo.
Além das mudanças administrativas, a possível ampliação da Esplanada envolve negociações políticas com partidos aliados para a formação do próximo governo. Até o momento, porém, nem todas as novas estruturas foram oficialmente definidas.
