Manaus amanheceu nesta quarta-feira (28/10) novamente coberta por fumaça, após alguns dias de trégua. A equipe da Rede Onda Digital registrou a poluição encobrindo parte da paisagem da capital, nas proximidades da ponte Rio Negro. O monitoramento também aponta níveis mais elevados de poluição atmosférica em municípios do interior.
Em consulta ao aplicativo Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), durante a reportagem, foi registrada concentração de 67 microgramas por metro cúbico (µg/m³) de partículas finas (PM2,5) em Manaus. O índice é classificado como ruim na escala da plataforma.
Em Iranduba, o registro chegou a 108,5 µg/m³, faixa considerada muito ruim. Em Parintins, o índice foi de 152 µg/m³, e na comunidade de Vila Amazônia, nas proximidades do município, de 152,7 µg/m³. Ambos os resultados são classificados como péssimos.
Os valores são leituras pontuais feitas no momento da consulta e podem variar conforme o horário e o local de medição.
Região Metropolitana
O mapa de estações do Selva, consultado nesta quarta-feira (28), mostra poluição em diferentes pontos de Manaus e da Região Metropolitana. Em Iranduba, uma das estações registrava 125,6, valor classificado como péssimo na escala do sistema.
Os dados indicam que a qualidade do ar não é uniforme e muda conforme a localização. Por isso, a população deve acompanhar as atualizações das estações e manter os cuidados para reduzir a exposição.
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Fumaça e queimadas
A volta da fumaça ocorre em meio a queimadas e episódios de poluição intensa no Amazonas. Os ventos podem transportar a fumaça de áreas com incêndios no interior do estado e em regiões vizinhas até Manaus.
Em outubro, o monitoramento ambiental já havia registrado picos de poluição na capital. No dia 8, uma estação do Selva chegou a indicar 490,1 µg/m³ de partículas finas durante a madrugada, nível classificado como péssimo.
A concentração de fumaça também depende da direção dos ventos e das condições atmosféricas. Por isso, mesmo com redução dos focos em determinada área, a população pode continuar sendo afetada.
Riscos à saúde
A fumaça das queimadas contém partículas finas que penetram profundamente nos pulmões e podem agravar problemas respiratórios e cardiovasculares. Crianças, idosos, gestantes e pessoas com asma e bronquite estão entre os grupos mais vulneráveis. Entre os sintomas associados à exposição estão tosse, irritação nos olhos e na garganta, coriza, dor de cabeça, chiado no peito e falta de ar.
A Secretaria Municipal de Saúde orienta a população a reduzir o tempo de exposição à fumaça, evitar exercícios ao ar livre nos períodos de maior poluição, manter portas e janelas fechadas quando a concentração estiver elevada e beber água regularmente.
Quando a exposição for inevitável, máscaras N95 ou PFF2 podem ajudar a reduzir a inalação de partículas finas. Quem apresentar sintomas deve procurar atendimento de saúde, especialmente em caso de dificuldade para respirar.

