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IA desenvolvida pelo Ifam para prever queimadas será lançado em setembro

O Instituto Federal do Amazonas (Ifam) deve colocar em operação, na segunda semana de setembro, a primeira versão do IA-FogoBio, sistema de inteligência artificial criado para prever focos de incêndio na Amazônia. A informação foi revelada pelo professor Diego Câmara Sales, responsável pelo projeto, em entrevista ao programa Primeira Onda nesta quinta-feira (30).

“A gente está com a previsão para a segunda semana de setembro para começar a colocar o que a gente chama de MVP, que é o mínimo produto viável para disponibilizar para a comunidade”, afirmou o pesquisador.

Segundo Câmara, a ideia do projeto surgiu a partir da crise de 2023, quando escolas fecharam e pessoas precisaram ser levadas a hospitais com dificuldade para respirar em razão da fumaça das queimadas. “Eu me fiz essa pergunta, o que é feito hoje, que tecnologia pode ser utilizada hoje para que a gente possa evitar esse problema”, contou.

Como funciona o sistema

De acordo com o professor, a plataforma é alimentada por dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) e de outras bases que reúnem o histórico de queimadas dos últimos 15 a 20 anos na região. A partir desse conjunto de informações, a inteligência artificial é treinada para identificar padrões de risco associados a condições climáticas específicas, como baixa umidade, tipo de vento e características do bioma.

O especialista afirmou que a maior parte dos focos de incêndio tem origem humana, geralmente relacionada a queimadas para limpeza de terrenos, o que reforça a importância da previsão antecipada. A plataforma também mapeia o possível impacto sobre a fauna e a flora da região. “Quantos animais foram impactados? A fauna, a flora, as plantas, os fungos amazônicos, tudo isso a gente está fazendo esse estudo muito detalhado”, disse.

Professor Diego Câmara está à frente da IA-FogoBio

Diferença em relação aos sistemas já existentes

Segundo o pesquisador, sistemas como o programa Queimadas, do Inpe, e o Painel do Fogo, do Sipam, funcionam de forma reativa, identificando um foco de calor já em curso por meio de satélite.

“O sistema IA-FogoBio já vai conseguir pegar os dados previamente, por ter sido treinado antes com esses dados históricos, e vai dizer antes de ocorrer o fogo, sete a 14 dias, que esse local tem grande chance de ocorrer um foco de fogo. Por favor, vamos dar uma atenção, coloquem os bombeiros em alerta, façam toda uma análise e relatório antes do fogo acontecer”, explicou.

A ferramenta será gratuita e contará com sistema de cadastro voltado a lideranças comunitárias, indígenas, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros. “A gente vai colocar aí cadastro de usuários, com pessoas que vão ser os líderes de comunidades, a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros”, explicou Diego Câmara.

Segundo ele, também está em desenvolvimento uma versão em aplicativo, que permitirá o acompanhamento das informações diretamente pelo celular.

Antes do lançamento em setembro, o sistema está em fase de validação, com testes baseados em dados de incêndios ocorridos em Roraima e Rondônia.

Financiamento e tecnologia desenvolvida no Amazonas

O projeto foi selecionado por meio de um edital do Instituto Clima e Sociedade, do Rio de Janeiro, com recursos da Google Corporation. “Esse projeto surgiu através de um desafio do Instituto Clima e Sociedade. Eu submeti esse projeto com a proposta de que a gente tenha esse problema na nossa Amazônia e que a gente pudesse obter os recursos para comprar o servidor de inteligência artificial, que é caro”, relatou o pesquisador. Segundo ele, foram 398 projetos submetidos no Brasil, dos quais oito foram contemplados, sendo o IA-FogoBio o único da região amazônica.

O professor destacou que o sistema não utiliza modelos de inteligência artificial já existentes no mercado.

“A gente está fazendo a inteligência artificial aqui, ela é nossa, ela vai estar treinada e com os dados armazenados dentro do nosso Instituto Federal do Amazonas, isso é muito importante”, afirmou.

O projeto conta com 18 integrantes, entre especialistas do Sistema de Proteção da Amazônia e profissionais de tecnologia e inteligência artificial, além de parceria com a Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão do Amazonas e o Instituto Clima e Sociedade.

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O Instituto Federal do Amazonas (Ifam) deve colocar em operação, na segunda semana de setembro, a primeira versão do IA-FogoBio, sistema de inteligência artificial criado para prever focos de incêndio na Amazônia. A informação foi revelada pelo professor Diego Câmara Sales, responsável pelo projeto, em entrevista ao programa Primeira Onda nesta quinta-feira (30).

“A gente está com a previsão para a segunda semana de setembro para começar a colocar o que a gente chama de MVP, que é o mínimo produto viável para disponibilizar para a comunidade”, afirmou o pesquisador.

Segundo Câmara, a ideia do projeto surgiu a partir da crise de 2023, quando escolas fecharam e pessoas precisaram ser levadas a hospitais com dificuldade para respirar em razão da fumaça das queimadas. “Eu me fiz essa pergunta, o que é feito hoje, que tecnologia pode ser utilizada hoje para que a gente possa evitar esse problema”, contou.

Como funciona o sistema

De acordo com o professor, a plataforma é alimentada por dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) e de outras bases que reúnem o histórico de queimadas dos últimos 15 a 20 anos na região. A partir desse conjunto de informações, a inteligência artificial é treinada para identificar padrões de risco associados a condições climáticas específicas, como baixa umidade, tipo de vento e características do bioma.

O especialista afirmou que a maior parte dos focos de incêndio tem origem humana, geralmente relacionada a queimadas para limpeza de terrenos, o que reforça a importância da previsão antecipada. A plataforma também mapeia o possível impacto sobre a fauna e a flora da região. “Quantos animais foram impactados? A fauna, a flora, as plantas, os fungos amazônicos, tudo isso a gente está fazendo esse estudo muito detalhado”, disse.

Professor Diego Câmara está à frente da IA-FogoBio

Diferença em relação aos sistemas já existentes

Segundo o pesquisador, sistemas como o programa Queimadas, do Inpe, e o Painel do Fogo, do Sipam, funcionam de forma reativa, identificando um foco de calor já em curso por meio de satélite.

“O sistema IA-FogoBio já vai conseguir pegar os dados previamente, por ter sido treinado antes com esses dados históricos, e vai dizer antes de ocorrer o fogo, sete a 14 dias, que esse local tem grande chance de ocorrer um foco de fogo. Por favor, vamos dar uma atenção, coloquem os bombeiros em alerta, façam toda uma análise e relatório antes do fogo acontecer”, explicou.

A ferramenta será gratuita e contará com sistema de cadastro voltado a lideranças comunitárias, indígenas, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros. “A gente vai colocar aí cadastro de usuários, com pessoas que vão ser os líderes de comunidades, a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros”, explicou Diego Câmara.

Segundo ele, também está em desenvolvimento uma versão em aplicativo, que permitirá o acompanhamento das informações diretamente pelo celular.

Antes do lançamento em setembro, o sistema está em fase de validação, com testes baseados em dados de incêndios ocorridos em Roraima e Rondônia.

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O projeto foi selecionado por meio de um edital do Instituto Clima e Sociedade, do Rio de Janeiro, com recursos da Google Corporation. “Esse projeto surgiu através de um desafio do Instituto Clima e Sociedade. Eu submeti esse projeto com a proposta de que a gente tenha esse problema na nossa Amazônia e que a gente pudesse obter os recursos para comprar o servidor de inteligência artificial, que é caro”, relatou o pesquisador. Segundo ele, foram 398 projetos submetidos no Brasil, dos quais oito foram contemplados, sendo o IA-FogoBio o único da região amazônica.

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