Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Justiça determina que Bradesco cancele cobrança de tarifas em dois municípios do AM

O Bradesco foi obrigado judicialmente a suspender cobranças ilegais feitas de clientes dos municípios de Coari e Codajás. Além o cancelamento das cobranças, a Justiça do Amazonas determinou uma série de medidas que devem ser adotadas pela instituição financeira, sob pena de multas que podem chegar a R$ 2 milhões.

De acordo com o defensor público Thiago Cordeiro, coordenador do polo, a ação civil pública contra o banco foi proposta após inúmeros clientes, a maioria de pessoas idosas ou com pouca instrução, procurarem a Defensoria Publica do Estado do Amazonas (DPE-AM), para denunciar o banco pela má prestação de serviço.

Leia mais:

TCE-AM autoriza Detran a homologar parcialmente resultado de concurso

Entre os principais problemas, os clientes reclamam de cobranças abusivas de cestas e tarifas bancárias, falta de clareza por parte do banco sobre os contratos de adesão apresentados, além de longas filas de espera, o que afronta a lei 5.867/2022 (Lei das filas).

“Muitas pessoas também nos procuraram falando que quando percebem os descontos desconhecidos, entram em contato com o banco, mas recebem respostas vagas e sem a resolução do problema. Essa situação é preocupante, porque boa parte dos afetados são pessoas de baixa renda e os descontos acabam comprometendo a receita daquela família”, explicou o defensor.

Os processos tramitam na 1a Vara da Comarca de Coari e na Vara Única da Comarca de Codajás. Esta semana, o juiz André Muquy emitiu parecer favorável ao pedido da DPE-AM, determinando que a empresa Bradesco cancele as cobranças tarifárias onerosas e adote uma série de medidas para melhorar o atendimento aos clientes, como se abster de celebrar novos contratos com usuários de serviços tarifários onerosos; manter avisos em locais visíveis sobre como mudar de cestas bancária para uma gratuita; e encaminhamento de relatórios mensais sobre cancelamento de pacote de serviços tarifários de clientes que não anuíram a contratação de serviços onerosos.

“Essa decisão busca coibir os abusos verificados contra a população vulnerável dos municípios, especialmente idosos e analfabetos, que são forçados a assinar contratos sem especificar quais espécies de encargo serão cobrados. O banco também não fornece a informação sobre a existência de serviços gratuitos”, afirmou o defensor.

Nas duas decisões, o juiz estabelece ainda a aplicação de multas, que variam de R$ 5 mil a R$ 2 milhões, conforme cada o item especificado ação, em caso de descumprimento. Além disso, na ação civil pública, a Defensoria pede também a condenação da empresa a pagar indenização por dano moral coletivo, no valor de R$ 5 milhões, e obrigação de pagar indenização a título de danos patrimonial e moral de índole individual aos consumidores lesados.

“Pedimos o valor a título de danos coletivos que será revertido a fundos de direitos do consumidor, para ressarcir danos a sociedades, mas nada impede que o assistido procure a Defensoria, a fim de buscar reparação de prejuízos causados por essas cobranças abusivas”, destacou Cordeiro.

Audiência Pública

A fim de ouvir a população de Coari e Codajás e ampliar as discussões sobre o problema, a Defensoria vai realizar no dia 6 de julho, a partir das 9h30, na Câmara Municipal de Coari, uma audiência pública com a presença de diversos órgãos como Ministério Público do estado, Procuradorias-Gerais dos municípios, Comissão de Defesa do Consumidor e demais entidades. O evento será aperto à população em geral.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

O Bradesco foi obrigado judicialmente a suspender cobranças ilegais feitas de clientes dos municípios de Coari e Codajás. Além o cancelamento das cobranças, a Justiça do Amazonas determinou uma série de medidas que devem ser adotadas pela instituição financeira, sob pena de multas que podem chegar a R$ 2 milhões.

De acordo com o defensor público Thiago Cordeiro, coordenador do polo, a ação civil pública contra o banco foi proposta após inúmeros clientes, a maioria de pessoas idosas ou com pouca instrução, procurarem a Defensoria Publica do Estado do Amazonas (DPE-AM), para denunciar o banco pela má prestação de serviço.

Leia mais:

TCE-AM autoriza Detran a homologar parcialmente resultado de concurso

Entre os principais problemas, os clientes reclamam de cobranças abusivas de cestas e tarifas bancárias, falta de clareza por parte do banco sobre os contratos de adesão apresentados, além de longas filas de espera, o que afronta a lei 5.867/2022 (Lei das filas).

“Muitas pessoas também nos procuraram falando que quando percebem os descontos desconhecidos, entram em contato com o banco, mas recebem respostas vagas e sem a resolução do problema. Essa situação é preocupante, porque boa parte dos afetados são pessoas de baixa renda e os descontos acabam comprometendo a receita daquela família”, explicou o defensor.

Os processos tramitam na 1a Vara da Comarca de Coari e na Vara Única da Comarca de Codajás. Esta semana, o juiz André Muquy emitiu parecer favorável ao pedido da DPE-AM, determinando que a empresa Bradesco cancele as cobranças tarifárias onerosas e adote uma série de medidas para melhorar o atendimento aos clientes, como se abster de celebrar novos contratos com usuários de serviços tarifários onerosos; manter avisos em locais visíveis sobre como mudar de cestas bancária para uma gratuita; e encaminhamento de relatórios mensais sobre cancelamento de pacote de serviços tarifários de clientes que não anuíram a contratação de serviços onerosos.

“Essa decisão busca coibir os abusos verificados contra a população vulnerável dos municípios, especialmente idosos e analfabetos, que são forçados a assinar contratos sem especificar quais espécies de encargo serão cobrados. O banco também não fornece a informação sobre a existência de serviços gratuitos”, afirmou o defensor.

Nas duas decisões, o juiz estabelece ainda a aplicação de multas, que variam de R$ 5 mil a R$ 2 milhões, conforme cada o item especificado ação, em caso de descumprimento. Além disso, na ação civil pública, a Defensoria pede também a condenação da empresa a pagar indenização por dano moral coletivo, no valor de R$ 5 milhões, e obrigação de pagar indenização a título de danos patrimonial e moral de índole individual aos consumidores lesados.

“Pedimos o valor a título de danos coletivos que será revertido a fundos de direitos do consumidor, para ressarcir danos a sociedades, mas nada impede que o assistido procure a Defensoria, a fim de buscar reparação de prejuízos causados por essas cobranças abusivas”, destacou Cordeiro.

Audiência Pública

A fim de ouvir a população de Coari e Codajás e ampliar as discussões sobre o problema, a Defensoria vai realizar no dia 6 de julho, a partir das 9h30, na Câmara Municipal de Coari, uma audiência pública com a presença de diversos órgãos como Ministério Público do estado, Procuradorias-Gerais dos municípios, Comissão de Defesa do Consumidor e demais entidades. O evento será aperto à população em geral.

- Publicidade -[adrotate group="9"]
Jornalismo
Jornalismo
Equipe de jornalismo do portal Rede Onda Digital.

Mais lidas

Manaus registra 36,2°C e bate recorde de temperatura pelo 2° dia consecutivo

Manaus registrou nesta segunda-feira (10/8) a maior temperatura do ano pelo segundo dia consecutivo. Os termômetros marcaram 36,2°C às 14h, segundo dados do Instituto...

Boi Garanhão vence Festival Folclórico do Amazonas após 12 anos de jejum

O Boi Garanhão foi coroado campeão do 68º Festival Folclórico do Amazonas, encerrando um jejum de 12 anos sem conquistar o título. A vitória...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Preço médio da cesta básica cai para R$ 280,58 em Manaus, aponta Procon

O valor médio da cesta básica em Manaus caiu 5,18% em agosto, na comparação com o mês anterior, segundo pesquisa divulgada pelo Procon Manaus....

Primeira Rua Gastronômica de Manaus terá corredor verde preservado

Um dos principais patrimônios naturais da rua Ferreira Pena, no Centro de Manaus, será preservado durante o projeto de requalificação urbana que prevê a...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Trânsito terá alterações durante obras do Complexo Viário Passarão

O trânsito nas avenidas Brasil e Coronel Teixeira, em Manaus, terá alterações temporárias a partir desta sexta-feira (14), devido às obras do Complexo Viário...

Vídeo: ônibus capota e deixa feridos no São Jorge

Um ônibus do transporte coletivo da empresa Via Verde colidiu com uma árvore no canteiro central e tombou no início da tarde desta segunda-feira...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Manaus registra 36,2°C e bate recorde de temperatura pelo 2° dia consecutivo

Manaus registrou nesta segunda-feira (10/8) a maior temperatura do ano pelo segundo dia consecutivo. Os termômetros marcaram 36,2°C às 14h, segundo dados do Instituto...

Boi Garanhão vence Festival Folclórico do Amazonas após 12 anos de jejum

O Boi Garanhão foi coroado campeão do 68º Festival Folclórico do Amazonas, encerrando um jejum de 12 anos sem conquistar o título. A vitória...

Preço médio da cesta básica cai para R$ 280,58 em Manaus, aponta Procon

O valor médio da cesta básica em Manaus caiu 5,18% em agosto, na comparação com o mês anterior, segundo pesquisa divulgada pelo Procon Manaus....

Primeira Rua Gastronômica de Manaus terá corredor verde preservado

Um dos principais patrimônios naturais da rua Ferreira Pena, no Centro de Manaus, será preservado durante o projeto de requalificação urbana que prevê a...

Trânsito terá alterações durante obras do Complexo Viário Passarão

O trânsito nas avenidas Brasil e Coronel Teixeira, em Manaus, terá alterações temporárias a partir desta sexta-feira (14), devido às obras do Complexo Viário...

Vídeo: ônibus capota e deixa feridos no São Jorge

Um ônibus do transporte coletivo da empresa Via Verde colidiu com uma árvore no canteiro central e tombou no início da tarde desta segunda-feira...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]