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Justiça suspende repasse de consignados de servidores do Amazonas ao Banco Master

A Justiça do Amazonas determinou, nesta quinta-feira (5/2), a suspensão dos repasses dos empréstimos consignados dos servidores, aposentados e pensionistas do estado vinculados ao Banco Master. A decisão atende a um pedido do Estado do Amazonas e da Fundação Previdenciária do Amazonas (Amazonprev), que temem perder R$ 50 milhões investidos no banco, que atualmente passa por um processo de liquidação extrajudicial.

Com a medida, os descontos em folha de pagamento que antes eram repassados ao Banco Master agora ficarão retidos em uma conta judicial específica, sob responsabilidade da Amazonprev, até que a situação do banco seja resolvida. A decisão protege os segurados de terem seus nomes negativados ou sofrerem ações de cobrança por parte da instituição financeira durante esse período.

Por que Justiça tomou decisão?

A Amazonprev aplicou R$ 50 milhões em títulos do Banco Master em junho de 2024. Com o banco em liquidação, há risco de que esse dinheiro não seja recuperado. Como a Amazonprev também é responsável por repassar ao banco os valores dos empréstimos consignados descontados dos servidores, a Justiça entendeu que é possível “compensar” esses valores, ou seja, segurar o dinheiro que iria para o banco como garantia de que a Amazonprev possa reaver parte do investimento perdido.

Fachada do Banco Master (Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil)

O juiz Leoney Harraquian, da 2ª Vara da Fazenda Pública, destacou que a perda desse valor poderia afetar diretamente o pagamento de aposentados e pensionistas do estado, já que os recursos da Amazonprev são usados para custear benefícios previdenciários.


Leia mais


Pagamento de parcelas

As parcelas continuarão sendo descontadas normalmente da folha de pagamento, mas o dinheiro não será enviado ao Banco Master. Em vez disso, ficará depositado em uma conta judicial controlada pela Amazonprev. Caso o banco regularize sua situação, os valores serão repassados posteriormente. Enquanto isso, os servidores não podem ser negativados, protestados ou processados pelo não pagamento.

A Amazonprev tem 30 dias para comprovar que suspendeu os repasses ao banco. A cada 60 dias, a fundação terá que prestar contas à Justiça sobre os valores retidos. O Banco Master e a empresa que administra sua liquidação estão proibidos de tomar qualquer medida contra os servidores. Em caso de descumprimento, podem ser multados em até R$ 400 mil.

A decisão é cautelar, ou seja, provisória, e vale até que o processo judicial seja julgado no mérito. O objetivo é proteger tanto o patrimônio público quanto os servidores estaduais de prejuízos financeiros durante a crise do Banco Master.

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A Justiça do Amazonas determinou, nesta quinta-feira (5/2), a suspensão dos repasses dos empréstimos consignados dos servidores, aposentados e pensionistas do estado vinculados ao Banco Master. A decisão atende a um pedido do Estado do Amazonas e da Fundação Previdenciária do Amazonas (Amazonprev), que temem perder R$ 50 milhões investidos no banco, que atualmente passa por um processo de liquidação extrajudicial.

Com a medida, os descontos em folha de pagamento que antes eram repassados ao Banco Master agora ficarão retidos em uma conta judicial específica, sob responsabilidade da Amazonprev, até que a situação do banco seja resolvida. A decisão protege os segurados de terem seus nomes negativados ou sofrerem ações de cobrança por parte da instituição financeira durante esse período.

Por que Justiça tomou decisão?

A Amazonprev aplicou R$ 50 milhões em títulos do Banco Master em junho de 2024. Com o banco em liquidação, há risco de que esse dinheiro não seja recuperado. Como a Amazonprev também é responsável por repassar ao banco os valores dos empréstimos consignados descontados dos servidores, a Justiça entendeu que é possível “compensar” esses valores, ou seja, segurar o dinheiro que iria para o banco como garantia de que a Amazonprev possa reaver parte do investimento perdido.

Fachada do Banco Master (Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil)

O juiz Leoney Harraquian, da 2ª Vara da Fazenda Pública, destacou que a perda desse valor poderia afetar diretamente o pagamento de aposentados e pensionistas do estado, já que os recursos da Amazonprev são usados para custear benefícios previdenciários.


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Pagamento de parcelas

As parcelas continuarão sendo descontadas normalmente da folha de pagamento, mas o dinheiro não será enviado ao Banco Master. Em vez disso, ficará depositado em uma conta judicial controlada pela Amazonprev. Caso o banco regularize sua situação, os valores serão repassados posteriormente. Enquanto isso, os servidores não podem ser negativados, protestados ou processados pelo não pagamento.

A Amazonprev tem 30 dias para comprovar que suspendeu os repasses ao banco. A cada 60 dias, a fundação terá que prestar contas à Justiça sobre os valores retidos. O Banco Master e a empresa que administra sua liquidação estão proibidos de tomar qualquer medida contra os servidores. Em caso de descumprimento, podem ser multados em até R$ 400 mil.

A decisão é cautelar, ou seja, provisória, e vale até que o processo judicial seja julgado no mérito. O objetivo é proteger tanto o patrimônio público quanto os servidores estaduais de prejuízos financeiros durante a crise do Banco Master.

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