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Livro sobre tubérculo amazônico concorre ao Jabuti Acadêmico em duas categorias

O livro conta com tradução para a Língua Ye’pâ-masã (Tukano), feita por Rosilda Maria Cordeiro da Silva, e ilustrações de Hadna Abreu. A publicação apresenta também receitas criadas por chefs renomados, tendo o ariá como ingrediente principal.

Um tubérculo típico da Amazônia, quase esquecido nas feiras e mercados da região, virou tema de um livro que agora está entre os semifinalistas da 2ª edição do Prêmio Jabuti Acadêmico. A obra Ariá: um alimento de memória afetiva disputa em duas categorias, ilustração, assinada por Hadna Abreu, e divulgação científica.

O livro é fruto de uma parceria entre a Editora Valer e a Editora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). A organização é da pesquisadora e escritora Noemia Ishikawa, do Inpa, ao lado dos autores Ana Carla Bruno, Ariel Blind, Atmam Batista, Bosco Gordiano, Eli Minev Benzecry, Laura Leite, Maiana Lago, Marly Lima, Ruby Vargas-Isla, Silvio Barreto e Tyson Ferreira Sateré.

A pesquisa tem como centro o ariá (Goeppertia allouia), uma raiz tradicional da cultura alimentar amazônica. A motivação do projeto surgiu das memórias de Dona Nora, avó do jovem autor Eli Minev-Benzecry, de apenas 17 anos.

A seleção foi divulgada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), com apoio da Academia Brasileira de Ciências (ABC).

Para a coordenadora editorial da Valer, professora doutora em Filosofia Neiza Teixeira, ser semifinalista do Jabuti Acadêmico é um motivo de grande satisfação, tendo em vista que a disputa e conquista do prêmio aponta para a sua importância social e cultural.

“Além disso, do ponto de vista local, remete a população amazônica para o reencontro com a sua cultura, com o seu chão. É um trabalho que ultrapassa a gastronomia e a economia: é um reencontro de seres”, ressaltou Neiza.

O Jabuti é uma das mais importantes premiações no ramo literário do Brasil, reconhecendo talentos como autores, ilustradores, livreiros, literatura ficcional e não ficcional e outros setores que se destacam na produção de livros.

Apesar de receber inúmeros manuscritos excelentes, havia a necessidade de segregar a premiação em virtude de contemplar obras acadêmicas, é quando surge o Jabuti Acadêmico. A comissão organizadora do Jabuti Acadêmico definiu como ponto fulcral da premiação livros científicos oriundos de pesquisas e livros técnicos, no qual se insere o livro Ariá.


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Uma obra bilíngue, sensorial e científica

O Ariá carrega um rico valor histórico, seus usos e modo de preparo são uma expressão de resistência cultural de um povo majoritariamente marginalizado pela sociedade brasileira. A produção do livro foi resultado de uma colaboração com autores indígenas e não indígenas para registrar esse valor tão precioso.

Neiza Teixeira destacou ainda o caráter multicultural e intergeracional da publicação:

“A obra evidencia a amazonidade e valoriza a auricularidade, um saber que se transmite pela escuta. Ela promove um diálogo entre o conhecimento ancestral dos povos originários e a ciência, sem hierarquias.

O livro conta com tradução para a Língua Ye’pâ-masã (Tukano), feita por Rosilda Maria Cordeiro da Silva, e ilustrações de Hadna Abreu. A publicação apresenta também receitas criadas por chefs renomados, tendo o ariá como ingrediente principal.

O diretor do Inpa, Dr. Henrique Pereira, prefacia a obra destacando o potencial do ariá como aliado em tempos de crise climática.

“Este livro pode inspirar uma nova valorização dos alimentos e práticas culturais essenciais às comunidades amazônicas.”

Ele reforça que a obra é um convite para celebrar o mundo amazônico e sua sociobiodiversidade, promovendo sustentabilidade e soberania alimentar.

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Um tubérculo típico da Amazônia, quase esquecido nas feiras e mercados da região, virou tema de um livro que agora está entre os semifinalistas da 2ª edição do Prêmio Jabuti Acadêmico. A obra Ariá: um alimento de memória afetiva disputa em duas categorias, ilustração, assinada por Hadna Abreu, e divulgação científica.

O livro é fruto de uma parceria entre a Editora Valer e a Editora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). A organização é da pesquisadora e escritora Noemia Ishikawa, do Inpa, ao lado dos autores Ana Carla Bruno, Ariel Blind, Atmam Batista, Bosco Gordiano, Eli Minev Benzecry, Laura Leite, Maiana Lago, Marly Lima, Ruby Vargas-Isla, Silvio Barreto e Tyson Ferreira Sateré.

A pesquisa tem como centro o ariá (Goeppertia allouia), uma raiz tradicional da cultura alimentar amazônica. A motivação do projeto surgiu das memórias de Dona Nora, avó do jovem autor Eli Minev-Benzecry, de apenas 17 anos.

A seleção foi divulgada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), com apoio da Academia Brasileira de Ciências (ABC).

Para a coordenadora editorial da Valer, professora doutora em Filosofia Neiza Teixeira, ser semifinalista do Jabuti Acadêmico é um motivo de grande satisfação, tendo em vista que a disputa e conquista do prêmio aponta para a sua importância social e cultural.

“Além disso, do ponto de vista local, remete a população amazônica para o reencontro com a sua cultura, com o seu chão. É um trabalho que ultrapassa a gastronomia e a economia: é um reencontro de seres”, ressaltou Neiza.

O Jabuti é uma das mais importantes premiações no ramo literário do Brasil, reconhecendo talentos como autores, ilustradores, livreiros, literatura ficcional e não ficcional e outros setores que se destacam na produção de livros.

Apesar de receber inúmeros manuscritos excelentes, havia a necessidade de segregar a premiação em virtude de contemplar obras acadêmicas, é quando surge o Jabuti Acadêmico. A comissão organizadora do Jabuti Acadêmico definiu como ponto fulcral da premiação livros científicos oriundos de pesquisas e livros técnicos, no qual se insere o livro Ariá.


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O Ariá carrega um rico valor histórico, seus usos e modo de preparo são uma expressão de resistência cultural de um povo majoritariamente marginalizado pela sociedade brasileira. A produção do livro foi resultado de uma colaboração com autores indígenas e não indígenas para registrar esse valor tão precioso.

Neiza Teixeira destacou ainda o caráter multicultural e intergeracional da publicação:

“A obra evidencia a amazonidade e valoriza a auricularidade, um saber que se transmite pela escuta. Ela promove um diálogo entre o conhecimento ancestral dos povos originários e a ciência, sem hierarquias.

O livro conta com tradução para a Língua Ye’pâ-masã (Tukano), feita por Rosilda Maria Cordeiro da Silva, e ilustrações de Hadna Abreu. A publicação apresenta também receitas criadas por chefs renomados, tendo o ariá como ingrediente principal.

O diretor do Inpa, Dr. Henrique Pereira, prefacia a obra destacando o potencial do ariá como aliado em tempos de crise climática.

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