Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Lixões em chamas podem acelerar queimadas no AM, alerta engenheiro ambiental

Os lixões e vazadouros existentes no Amazonas podem estar contribuindo para o avanço dos incêndios durante os períodos de estiagem no Estado. O alerta foi feito pelo engenheiro ambiental Alan Ferreira, em entrevista ao Onda News, transmitido pela Rede Onda Digital e simultaneamente pela rádio Antena 1 Manaus, nesta sexta-feira (14/8).

O alerta ocorre após um estudo que mapeou essas estruturas e cruzou os dados com registros de focos de calor e indícios de incêndios florestais do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Segundo o especialista, o levantamento analisou o período de 2022 a 2025 e já começou a incorporar dados de 2026. A análise identificou que os lixões e vazadouros mapeados registraram ocorrências de incêndios ao longo dos anos analisados.

“Todos esses vazadouros, todos esses lixões, eles sofreram incêndios florestais e foram, e são, um grande combustível para se alastrar na floresta”, afirmou Alan Ferreira.

O engenheiro explicou que os dados já estão tabulados e deverão ser transformados em um artigo científico, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e laboratórios de pesquisa de Manaus. A proposta é apresentar um diagnóstico inédito sobre a relação entre os lixões e a ocorrência de incêndios no Estado.

Situação preocupa municípios do interior

A preocupação se estende aos municípios do interior, onde a destinação dos resíduos sólidos ainda representa um desafio. Lixões de cidades como Manacapuru, Novo Airão e Parintins são apontados como exemplos de estruturas que enfrentam problemas recorrentes, principalmente durante os períodos de estiagem.

Para Alan Ferreira, a situação exige medidas emergenciais e uma mudança na forma como os resíduos são tratados no Amazonas.

“Já acabou o tempo desses lixões, desses vazadouros. Não dá mais para sustentar”, declarou.

O engenheiro também destacou que o problema não deve ser tratado apenas como uma questão ambiental. Segundo ele, o aumento dos períodos de calor e a redução das chuvas podem transformar os incêndios associados aos lixões em um problema com impactos sociais e econômicos.


Saiba mais: 

Incêndio de grandes proporções atinge lixão de Iranduba

Metapneumovírus, Covid ou gripe? Especialista explica como diferenciar os sintomas


Alerta para o segundo semestre de 2026

A previsão do especialista é de que a situação possa se agravar ao longo do segundo semestre deste ano, especialmente diante das condições de calor e estiagem.

“Se a gente está passando por alterações climáticas e quem sofre é a população, isso vai finalizar num problema social e já vem finalizando, já está afetando toda a sociedade e a parte econômica também”, afirmou.

Alan Ferreira defendeu que os aterros sanitários sejam tratados como prioridade pelos gestores públicos, principalmente pelas administrações que assumirão os municípios no próximo ano.

Para ele, o Amazonas precisa avançar na substituição dos lixões por estruturas adequadas para receber e tratar os resíduos domésticos. O alerta, segundo o engenheiro, vale não apenas para os municípios, mas para o planejamento das políticas públicas ambientais do Estado.

“Os aterros sanitários vão se tornar, têm que se tornar prioridade para tratamento desse tipo de lixo doméstico”, concluiu.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

Os lixões e vazadouros existentes no Amazonas podem estar contribuindo para o avanço dos incêndios durante os períodos de estiagem no Estado. O alerta foi feito pelo engenheiro ambiental Alan Ferreira, em entrevista ao Onda News, transmitido pela Rede Onda Digital e simultaneamente pela rádio Antena 1 Manaus, nesta sexta-feira (14/8).

O alerta ocorre após um estudo que mapeou essas estruturas e cruzou os dados com registros de focos de calor e indícios de incêndios florestais do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Segundo o especialista, o levantamento analisou o período de 2022 a 2025 e já começou a incorporar dados de 2026. A análise identificou que os lixões e vazadouros mapeados registraram ocorrências de incêndios ao longo dos anos analisados.

“Todos esses vazadouros, todos esses lixões, eles sofreram incêndios florestais e foram, e são, um grande combustível para se alastrar na floresta”, afirmou Alan Ferreira.

O engenheiro explicou que os dados já estão tabulados e deverão ser transformados em um artigo científico, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e laboratórios de pesquisa de Manaus. A proposta é apresentar um diagnóstico inédito sobre a relação entre os lixões e a ocorrência de incêndios no Estado.

Situação preocupa municípios do interior

A preocupação se estende aos municípios do interior, onde a destinação dos resíduos sólidos ainda representa um desafio. Lixões de cidades como Manacapuru, Novo Airão e Parintins são apontados como exemplos de estruturas que enfrentam problemas recorrentes, principalmente durante os períodos de estiagem.

Para Alan Ferreira, a situação exige medidas emergenciais e uma mudança na forma como os resíduos são tratados no Amazonas.

“Já acabou o tempo desses lixões, desses vazadouros. Não dá mais para sustentar”, declarou.

O engenheiro também destacou que o problema não deve ser tratado apenas como uma questão ambiental. Segundo ele, o aumento dos períodos de calor e a redução das chuvas podem transformar os incêndios associados aos lixões em um problema com impactos sociais e econômicos.


Saiba mais: 

Incêndio de grandes proporções atinge lixão de Iranduba

Metapneumovírus, Covid ou gripe? Especialista explica como diferenciar os sintomas


Alerta para o segundo semestre de 2026

A previsão do especialista é de que a situação possa se agravar ao longo do segundo semestre deste ano, especialmente diante das condições de calor e estiagem.

“Se a gente está passando por alterações climáticas e quem sofre é a população, isso vai finalizar num problema social e já vem finalizando, já está afetando toda a sociedade e a parte econômica também”, afirmou.

Alan Ferreira defendeu que os aterros sanitários sejam tratados como prioridade pelos gestores públicos, principalmente pelas administrações que assumirão os municípios no próximo ano.

Para ele, o Amazonas precisa avançar na substituição dos lixões por estruturas adequadas para receber e tratar os resíduos domésticos. O alerta, segundo o engenheiro, vale não apenas para os municípios, mas para o planejamento das políticas públicas ambientais do Estado.

“Os aterros sanitários vão se tornar, têm que se tornar prioridade para tratamento desse tipo de lixo doméstico”, concluiu.

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Caso Benício: Justiça reduz testemunhas da defesa em Manaus

A Justiça do Amazonas reduziu de 52 para 16 o número de testemunhas que poderão ser apresentadas pela defesa da médica Juliana Brasil Santos,...

Comandante da lancha Lima Abreu XV irá a júri popular

O comandante da lancha “Lima Abreu XV”, Pedro José da Silva Gama, será julgado pelo Tribunal do Júri pela morte de três passageiros no...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Rio Negro em Manaus chega a 19,21 m e vazante avança

O Rio Negro atingiu 19,21 metros em Manaus nesta segunda-feira (28/9), quase quatro metros abaixo do nível do mesmo período de 2025. A medição...

Obra emergencial deixa bairros de Manaus sem água nesta segunda-feira

Uma obra emergencial deixou bairros de Manaus sem água nesta segunda-feira (28). Segundo a Águas de Manaus, o serviço foi necessário após um problema...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Mãe de Djidja Cardoso deixa prisão e vai para o semiaberto

Cleusimar de Jesus Cardoso havia sido condenada inicialmente ao regime fechado por tráfico de drogas e associação para o tráfico. A Vara de Execução...

Manaus apresenta plano contra queimadas e fumaça

Um conjunto de ações para reduzir o uso do fogo em áreas rurais, monitorar focos de queimadas e ampliar a educação ambiental em Manaus...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Caso Benício: Justiça reduz testemunhas da defesa em Manaus

A Justiça do Amazonas reduziu de 52 para 16 o número de testemunhas que poderão ser apresentadas pela defesa da médica Juliana Brasil Santos,...

Comandante da lancha Lima Abreu XV irá a júri popular

O comandante da lancha “Lima Abreu XV”, Pedro José da Silva Gama, será julgado pelo Tribunal do Júri pela morte de três passageiros no...

Rio Negro em Manaus chega a 19,21 m e vazante avança

O Rio Negro atingiu 19,21 metros em Manaus nesta segunda-feira (28/9), quase quatro metros abaixo do nível do mesmo período de 2025. A medição...

Obra emergencial deixa bairros de Manaus sem água nesta segunda-feira

Uma obra emergencial deixou bairros de Manaus sem água nesta segunda-feira (28). Segundo a Águas de Manaus, o serviço foi necessário após um problema...

Mãe de Djidja Cardoso deixa prisão e vai para o semiaberto

Cleusimar de Jesus Cardoso havia sido condenada inicialmente ao regime fechado por tráfico de drogas e associação para o tráfico. A Vara de Execução...

Manaus apresenta plano contra queimadas e fumaça

Um conjunto de ações para reduzir o uso do fogo em áreas rurais, monitorar focos de queimadas e ampliar a educação ambiental em Manaus...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]